MATO GROSSO
Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação começa nesta terça-feira (26); veja a programação
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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) divulgou a programação completa com a lista de palestrantes e moderadores da Conferência Estadual de CT&I de Mato Grosso. O evento ocorre nos dias 26 e 27 de março, no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag).
A Conferência é a etapa estadual de um conjunto de discussões para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), e ações a serem executadas até 2030.
Já ocorreram eventos preparatórios no âmbito municipal e regional, onde foram construídos espaços de diálogo com especialistas e reflexões sobre os temas propostos, dessa forma, identificando a situação atual e as recomendações a serem incluídas no documento final durante a Conferência Nacional, que neste ano acontece em Brasília (DF), no mês de junho.
O tema geral da V CNCTI é “Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido”.
Confira a programação completa:
26 de março | Manhã
8h | Recepção
8h30 | Abertura oficial
9h | Painel: “Panorama geral da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso” – Palestrante: Allan Kardec, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso
11h | Aprovação do Regimento da Conferência Estadual de C,T&I
12h | Intervalo Almoço
26 de março | Tarde
13h30 | Recepção
Início do Painel I – Recuperação, expansão e consolidação do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação Moderador: Darlan Guimarães
14h | Talk I – Modernização da Infraestrutura de P&D no Mato Grosso – Palestrante: Rodrigo Zanin
14h15 | Talk II – Formação e Capacitação em Ciência, Tecnologia e Inovação – Palestrante: Paulo Ramalho
14h30 | Talk III – Redução de Assimetrias Regionais em CT&I Estadual – Palestrante: Profa. PHD. Liliane Alcantara
14h45 | Talk VI – Desenvolvimento de Tecnologias Disruptivas em Biotecnologia, Nanotecnologia e IA – Palestrante: Ailton Terezo
15h | Perguntas e Debates
15h45 | Coffee break
Início do Painel II – Reindustrialização em novas bases e apoio à inovação nas empresas – Moderador: Rogério Alexandre Nunes dos Santos
16h | Talk I – Colaboração CT&I e Empresas por meio de Parques Tecnológicos – Palestrante: Henrique Kops Zahner
16h15 |Talk II – Criação e consolidação de Empresas Inovadoras com apoio dos Ambientes de Inovação – Palestrante: Naiara Galliani
16h30 | Talk III – Integração de Mecanismos de Fomento à Inovação e Contrapartidas Empresariais – Palestrante: Camyla Piran
16h45 | Perguntas e Debates
17h| Encerramento do dia
27 de março | Manhã
8h | Recepção
Início do Painel III – Ciência, tecnologia e inovação para programas e projetos estratégicos estaduais – Moderador: Joaquim Manoel
8h30h | Talk I – Redução de Vulnerabilidades em Cadeias Produtivas Estratégicas (alimentos e indústria) – Palestrante: Anderson Lombardi
8h45 | Talk II – Desenvolvimento sustentável da região Amazônica – Palestrante: Rita Chiletto
9h | Perguntas e Debates
9h30 | Coffee Break
Início do Painel IV – Ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social – Moderadora: Jaqueline Albino
9h45 | Talk I – Ampliação do Apoio da Ciência em Políticas Públicas – Palestrante: Sandro Benedito Sguarezi
10h | Talk II – Difusão da Conectividade e Capacitação Digital no Mato Grosso – Palestrante: Sandro Luís Brandão Campos
10h15 | Talk III – Apoio a Arranjos Produtivos Locais com Institutos Tecnológicos – Palestrante: Keiko Okamura
10h30 | Talk IV – Inovação para Segurança Alimentar e Erradicação da Fome no Mato Grosso – Palestrante: Raquel Aparecida Loss
10h45 | Perguntas e Debates – Moderador: Anderson Gomes
12h | Intervalo Almoço
27 de março | Tarde
13h30 | Recepção
14h | Apresentação do documento prévio da Conferência e considerações finais
15h45 | Coffee break
16h | Painel 5ª CNCTI: Rumo a Conferência Nacional – Palestrante: Anderson Gomes – Secretário-Geral Adjunto da 5ª CNCTI
17h | Encerramento
A Conferência Estadual de CT&I é uma iniciativa do Governo Federal, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
O evento conta com apoio da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), do SESI, do Senai, do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), do Parque Tecnológico Mato Grosso e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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