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Sesp entrega 60 câmeras do Programa Vigia Mais MT para grupo empresarial

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Os dispositivos serão levados para oito municípios do estado onde o Bom Futuro atua
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) entregou, nesta sexta-feira (05.04), 60 câmeras de vigilância do Programa Vigia Mais MT para o grupo empresarial Bom Futuro. Os dispositivos devem ser instalados em oito municípios onde a empresa atua.

A entrega foi feita pelo secretário-adjunto de Integração Operacional em substituição, delegado Valter Furtado, e o superintendente do Ciosp e coordenador do Vigia Mais no Estado, delegado Cláudio Álvares, a representantes da empresa.

As câmeras serão instaladas nas regiões de Diamantino, Matupá, Alto Araguaia, Campo Verde, Sapezal, São José do Rio Claro, Tapurah e Tangará da Serra.

O principal foco do monitoramento serão as  agro estradas (vias de transporte de produtos agrícolas), comunidades rurais e outros locais onde transitam e vivem trabalhadores, familiares e pequenos produtos rurais do entorno das propriedades do grupo Bom Futuro.

O diretor da área jurídica e administrativa do grupo Bom Futuro, Leonardo Rossato, destacou a confiança que sentiu ao conhecer o Vigia Mais e a importância do serviço de monitoramento voltado à segurança pública.

“O que mais chamou nossa atenção nesse programa foi a seriedade do trabalho. Nós conseguimos avançar nas discussões e formalização da parceria porque vimos que tinha uma equipe engajada na Secretaria de Segurança. Esse engajamento, que realmente prioriza a segurança do estado, nos trouxe a credibilidade necessária para que pudéssemos avançar e fazer um projeto dessa dimensão em parceria com o estado”, afirmou.

Para Leonardo Rossato, os dispositivos de videomonitoramento podem levar segurança aos funcionários e familiares.

“A gente tem unidades com até 400 funcionários. Então, quando acontece algo da porteira para fora, essa integração com a Sesp se torna ainda mais importante porque são os funcionários e seus familiares vão ser protegidos”, disse.

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O superintendente do Ciosp-MT e coordenador do Vigia Mais MT, delegado Cláudio Álvares, afirmou que, antes do programa Vigia Mais MT entregar as câmeras para alguma entidade, é feita uma análise minuciosa com objetivo de visualizar o benefício social que a instalação dos equipamentos proporciona.

“Nós analisamos os mapas da instalação elaborados por vocês do grupo Bom Futuro e vimos que alcança uma grande região. Vamos cercar praticamente todas as estradas das regiões e áreas listadas nessa parceria. Isso é muito importante, principalmente com a utilização das câmeras OCR’s, que fazem leitura de placas, colaborando para a ação das forças de segurança”, detalhou Cláudio Álvares.

O secretário-adjunto de Integração Operacional em substituição, delegado Valter Furtado, destacou que o Vigia Mais MT é um programa do Governo do Estado que tem como principal objetivo a prevenção da violência, ou seja, a redução dos índices criminais. E, quando o crime ocorrer, possibilitar a identificação dos criminosos e a produção de provas.

“Temos muitas situações em que as câmeras contribuíram e estão contribuindo para o esclarecimento de crimes. No caso do duplo homicídio no Shopping Popular, em Cuiabá, caso esclarecido esta semana com a prisão dos mandantes, as imagens de câmeras do Vigia Mais foram fundamentais na identificação do autor dos tiros. Mostrou o suspeito entrando e saindo do local”, explicou.

Parceria

Por meio do Programa Vigia Mais, a Sesp faz a cessão, sem custo, de câmeras de três modelos, fixas, speed domes e OCRs (que permitem a leitura de placas de veículos) acompanhadas dos equipamentos para armazenar imagens e mantê-las em funcionamento mesmo com picos de (nobreak, switch e armários). Os equipamentos têm garantia de três anos.

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À prefeitura ou empresa parceira cabe os custos com a instalação, internet e manutenção. A Sesp ainda dá suporte de orientação técnica para instalação, o que inclui atendimento sobre tipos de postes a serem usados para fixar as câmeras, pontos de energia, entre outros.

O prazo para instalação e operacionalização das câmeras é de 160 dias, a contar da data de retirada dos equipamentos.

A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais. Nos telefones, têm acesso à plataforma os policiais e as pessoas autorizadas pelas prefeituras e outras entidades parceiras.

Programa Vigia Mais MT

Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo do Estado está equipando os 142 municípios com o que há de mais moderno em videomonitoramento. São 15 mil câmeras distribuídas aos municípios de acordo com critérios, como população, área territorial e localização geográfica do ponto de vista das estratégias da segurança pública.

Pela Lei 11.766/2022, que criou o programa, além de órgãos dos poderes públicos federal, estadual e municipal, a adesão pode ser feita com entes privados, ou seja, empresas, associações, entre outros. A exigência é a mesma apresentada aos órgãos públicos, ou seja, que as câmeras sejam instaladas para monitorar ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos de interesse da segurança coletiva.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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