MATO GROSSO
Investimentos de mais de R$ 29 milhões do Governo de MT melhoram a vida de agricultores familiares de Cuiabá
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Entre os veículos destinados aos agricultores familiares estão tratores, picapes, caminhões, patrulhas mecanizadas e retroescavadeiras, além de kits de equipamentos compostos por perfuradores de solo, roçadeiras, adubadeiras e motocultivadores.
A produtora Alessandra Carneiro Souza, do Assentamento Mineira, no Distrito de Aguaçú, em Cuiabá, contou que, com a patrulha mecanizada que a comunidade recebeu do Governo do Estado, em 2022, foi possível triplicar a área plantada.
“Cada produtor tem 4,5 hectares e, antes da chegada da patrulha, a gente plantava de 1 hectare a 1,5 hectare. Agora, com essa patrulha, estamos conseguindo plantar 4 hectares. Melhorou muito para nós. Fortaleceu a nossa comunidade e reduziu o custo da produção, porque antes tínhamos que alugar a máquina para preparar o solo e agora temos o nosso próprio trator”, afirmou.
Além da patrulha, o Governo destinou aos produtores do Assentamento Mineira uma caminhonete L200, a qual estão usando para fazer o transporte da produção para as feiras, kits de irrigação, tendas para feira e mudas de banana. Também foi perfurado um poço artesiano, com 8 mil litros de água, do Programa Água para Todos, que tem a primeira-dama Virginia Mendes como madrinha, para abastecer a comunidade e famílias de regiões vizinhas.
Em meio às culturas cultivadas pelas 50 famílias de produtores estão mandioca, quiabo, berinjela, limão, milho e banana.
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Produção de banana tem sido impulsionada com a distribuição de banana/ Foto: Secom-MT
Uma das culturas mais produzidas na região do Vale do Rio Cuiabá, que é a da banana, ganhou força com as 14,3 mil mudas entregues pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf).
“Eu produzo milho, mandioca, banana de fritar, abobora e banana nanica. Estamos aumentando a produção de banana”, afirmou Alessandra, ao citar que a comunidade recebeu 1,5 mil mudas de banana da Seaf.
Além de dar as mudas, o Governo dá orientações de cultivo para garantir uma boa colheita. Esse trabalho de assistência é feito pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
“Com os investimentos, o Governo do Estado busca apoiar as famílias para que possam expandir a produção, atender o mercado que hoje busca produtos de outros estados para suprir a demanda, e obter lucro”, afirmou o secretário de Agricultura Familiar do Estado, Luluca Ribeiro. ![]()
Tendas entregues pelo Governo do Estado ajudam na comercialização da produção familiar/ Foto: Arquivo pessoal
A entrega de tendas para a comercialização dos produtos da agricultura familiar em feiras também tem sido importante para fomentar o setor. Já foram destinadas 163 estruturas para produtores do município.
Com as tendas destinadas pelo Governo à Associação de Pequenos Produtores Rurais da Gleba Pai Joaquim, no Distrito de Nossa Senhora da Guia, sete famílias de agricultores familiares comercializam legumes, verduras, ovos, frangos caipiras e mudas em feiras da região.
“Agradecemos ao Governo pela iniciativa em facilitar a comercialização dos pequenos produtores. Todos estamos realizados com essa ajuda para expor os produtos e ser poupados do sol e da chuva”, afirmou a presidente da associação, Benedita Castilho.
As barracas são usadas para vendas na comunidade e também nas feiras em bairros de Cuiabá e Várzea Grande, entre eles Araés, Osmar Cabral e Jardim Paiaguás.
As tendas são do tipo sanfonada, com dimensões de 3 m x 2m, cobertura e proteção lateral e equipadas com banca.![]()
Caixas de abelha fazem parte do Programa MT Produtivo Mel/ Foto: Seaf-MT
Para fomentar a produção de mel em Cuiabá, o Governo entregou caixas de abelha aos produtores familiares, por meio do Programa MT Produtivo Mel. Uma parceria firmada entre a Seaf e o Instituto Nacional de Educação para Defesa e Preservação do Meio Ambiente (Indeppa) garantiu a doação de 6 mil caixas de abelhas tipo Langstroth, beneficiando cerca de mil agricultores familiares.
Outras mais de 100 caixas de apicultura foram disponibilizadas para associações de agricultura familiar.
Os produtores de farinha também receberam incentivo com a entrega de farinheiras móveis. Uma das entregas foi feita à Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Localidade de Três Pedras.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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