MATO GROSSO
Seduc e Sesi levam atividades de robótica a estudantes de escola estadual em Várzea Grande
MATO GROSSO
Para o evento, foram levados robôs de um projeto já em execução.
O estudante José Augusto, 14 anos, do 1º ano do Ensino Médio, afirmou que está feliz com as atividades tecnológicas. “A robótica está presente em todos os segmentos e ter esse primeiro contato aqui na escola representa para mim uma grande oportunidade”, disse.
Já Lucas Felipe, 13 anos, também do 1º ano, disse estar motivado a participar da equipe de robótica da escola. “Penso em seguir carreira na área de engenharia eletrônica ou elétrica. Acredito que esta oportunidade seja importante para a realização do meu sonho de vida. Então, vou me dedicar bastante”.
Um dos estudantes do Sesi que participou do evento foi Guilherme Mendes, 13 anos, do 8º ano do Ensino Fundamental. Ele contou aos colegas que, após começar a ter aulas de robótica, passou a viver de forma diferente. “Conquistei muitas amizades e descobri que não é só construir robôs, mas também conviver com as pessoas e descobrir novas coisas”.
Para o diretor da escola, professor Jalme Santana, a robótica como atividade curricular foii uma das suas primeiras iniciativas quando assumiu a gestão no início desse ano. Segundo ele, o planejamento foi fundamental para que hoje os estudantes possam participar de equipes e de campeonatos de robótica.
“Hoje foi apenas um início do que vem pela frente”, pontuou o técnico do time de robótica do Sesi Escola, professor Robson Correa. Ele destacou que os estudantes vão aprender desde o processo de criação do design, programação e a construção de robôs. “A robótica contribui na construção da cidadania, na qual o estudante se torna protagonista da sua própria história”, frisou.![]()
Foto: Gabriel Aguiar
O líder da política Tecnologia no Ambiente Escolar, da Seduc, Ediney de Brito, destacou que a rede estadual já conta com equipes campeãs em torneio nacionais. “Na primeira semana de março, 11 estudantes de escolas da rede estadual em Sinop garantiram vaga no campeonato mundial de robótica, que acontecerá ainda neste mês, em Houston, Estados Unidos”.
Edney se refere à equipe Canintech, que conquistou uma das seis vagas do Brasil durante participação no 6º Campeonato de Robótica, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ocorrido em Brasília.
“Além da Canintech, Mato Grosso participou com as equipes Agrobot, de Rondonópolis; Agrotech, e Várzea Grande; e duas equipes formadas por estudantes do Sesi Escola Cuiabá e Senai Porto, a TuiuTech e MTech”, finalizou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.