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Arena Pantanal recebe partida entre Cuiabá e Atlético MG neste sábado (27)

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A Arena Pantanal recebe, neste sábado (27.04), às 17h30 (horário MT), a partida entre Cuiabá e Atlético Mineiro, pela quarta rodada da série A do Campeonato Brasileiro. Este é o primeiro jogo do time cuiabano no estádio gerido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) na atual temporada da competição nacional. 

Para os torcedores do Dourado estão liberados os setores sul, leste e oeste inferiores, com ingressos a partir de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O setor norte superior ficará disponível à torcida visitante.

A venda dos ingressos está sendo feita pelo aplicativo e site da Facepass, uma plataforma que permite cadastrar a face do torcedor, já que o acesso aos jogos do Cuiabá depende de reconhecimento facial. 

Em 2024, estão ainda previstas outras 18 partidas com mando de campo do Cuiabá na Arena Pantanal. O número inclui o embate entre Cuiabá e Vitória, válido pela segunda rodada do Brasileirão, que foi adiado e ainda não tem data definida de remarcação. 

Com dois jogos disputados, o Cuiabá segue sem pontos e está na 20ª posição no Campeonato Brasileiro. Os primeiros duelos foram realizados fora de casa, enfrentando o Athlético Paranaense e o Grêmio. No domingo (05.05), às 17h30, na Arena Pantanal, a equipe encara o Palmeiras, que é o atual campeão brasileiro.

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O time cuiabano recentemente conquistou o tetracampeonato estadual e compete, atualmente, na Copa Verde e Copa Sulamericana, além do Brasileirão. O clube ainda volta a jogar a terceira fase da Copa do Brasil na próxima quinta-feira (02.05).

“Parabenizamos demais o Cuiabá pelo quarto ano na séria A do Brasileirão. Neste ano, com esse desafio de estar presente em várias competições ao mesmo tempo, sabemos que não é uma tarefa fácil. O Governo do Estado continua na torcida e apoiando o clube, e claro, trabalhando bastante para manter e aperfeiçoar a Arena Pantanal para que tenhamos um palco que ajude o time a continuar brilhando”, afirma o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves. 

Além de reparos e manutenções contínuas na infraestrutura, a Arena Pantanal recebe aperfeiçoamentos ao longo dos anos, como implantação de sistema integrado de videomonitoramento, reformas, troca de capacitores dos refletores, dentre outros.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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