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Filmes produzidos com apoio da Secel são lançados nesta terça e quarta-feira com sessões gratuitas

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Dois filmes de curta-metragem viabilizados via edital do Audiovisual, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), serão lançados nesta semana. O ficcional “Mansos” terá primeira exibição ao público nesta terça-feira (28.05), às 18h30, no Cine Teatro Cuiabá. Na quarta-feira (29.05) será a estreia do documentário “Afetos – a tela mágica”, às 19h, em Barra do Garças. As apresentações têm entrada gratuita.

O curta-metragem de ficção Mansos conta a história de Teresa, agricultora familiar e líder comunitária, assassinada na frente das duas filhas ainda crianças. Elas crescem e, 20 anos depois, as personagens Benedita e Jurema se deparam com o assassino e responsável pela tragédia familiar.

De acordo com Juliana Segóvia, diretora e roteirista do curta, Mansos aborda a questão da memória e do apagamento da história da população negra, trazendo referências pessoais e profissionais. Protagonizado por mulheres, o nome da matriarca é inspirado na rainha quilombola Teresa de Benguela, e o título do filme é uma homenagem ao local onde se passa a história, além de uma provocação ao público. O curta foi filmado em Cuiabá, Várzea Grande e no distrito de Água Fria, em Chapada dos Guimarães.

“O enredo traça uma perspectiva de uma vingança simbólica. A personagem principal, Benedita, segue esse percurso. E também teve inspiração das mulheres fortes que perpassam a minha vida e que enfrentaram inúmeras dificuldades na vida”, explica Juliana.

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Além da exibição nesta terça-feira (28.05), a equipe realizadora participa de um bate-papo com o público na data. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 14 anos.

O filme tem 20 minutos de duração e é produzido pelo Aquilombamento Audiovisual Quariterê, que atua na inclusão de profissionais do audiovisual a partir de uma perspectiva de raça e gênero.

Já em Barra do Garças ocorre o lançamento do filme Afetos – a tela mágica. A apresentação será no Anfiteatro Fernando Peres de Farias, na sede da Prefeitura Municipal, às 19h, com entrada gratuita.

Após a exibição, haverá bate-papo com a diretora e roteirista do filme, Aliana Camargo. A ação de estreia do documentário inclui sessões especiais, nos dias 28 e 29 de maio, para 400 professores da rede municipal de ensino.

O documentário de 20 minutos trata da problematização do uso de telas na infância, debatendo a relação de crianças e jovens com as tecnologias digitais e como isso impacta na vida deles. O curta traz relatos de oito crianças e a opinião de especialistas das áreas de educação, psicologia e sociologia sobre o tema.

“Para a formação dessa criança como ser social, dotado de personalidade, é importante estarmos atentos ao que ela vê e consome na cultura digital. É o adulto quem deve definir o que a criança vai ver ou não. A criança tem muito forte dentro dela o querer e o sentir, o pensar ainda não está refinado, é o adulto quem faz esse papel mediador”, comenta Aliana.

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O curta é baseado na tese de doutorado da roteirista e diretora, que faz uma reflexão sobre como a relação com a cultura digital também pode se tornar ferramenta pedagógica.

“Todos nós precisamos de ajuda para pensar esta formação humana com tanta tela, tanta ansiedade. A impressão é que com um clique conseguimos tudo e isso não é verdade. Acredito que o documentário pode contribuir como ponto de partida para a reflexão do quão a cultura digital faz parte de nosso cotidiano e nossas escolhas”.

Edital do Audiovisual

Com investimentos de R$ 3 milhões, o edital do Audiovisual foi lançado em 2021 e selecionou 34 projetos de curta-metragem, videoclipe, videodança e videoarte. Desses, 22 foram de curta-metragem de ficção, documentário e animação. Os projetos receberam valores entre R$ 25 mil e R$ 150 mil para a realização.

Serviço

Exibição do curta ‘Mansos, de Juliana Segóvia
Data e horário: terça-feira (28.05), a partir das 19h
Local: Cine Teatro Cuiabá – Avenida Getúlio Vargas, 247, Centro de Cuiabá
Entrada gratuita
Mais informações no Instagram @mansosfilme e @cineteatrocba

Lançamento do documentário ‘Afetos – a tela mágica’, de Aliana Camargo
Data e horário: 29 de maio, às 19h
Local: Anfiteatro Fernando Peres de Farias (sede da Prefeitura de Barra do Garças)
Entrada gratuita
Mais informações AQUI.

Fonte: Governo MT – MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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