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“Dormia e acordava pensando na minha escritura e agora é real”, diz morador contemplado pelo Governo de MT

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O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) entregou, na noite desta sexta-feira (21.06), 300 escrituras definitivas de propriedades aos moradores do Pedra 90 e do Cinturão Verde. A cerimônia de entrega dos títulos ocorreu na Igreja Assembleia de Deus. O documento era aguardado pelas famílias há mais de 30 anos.

“A regularização fundiária é uma das nossas maiores prioridades. A ordem do governador Mauro Mendes e da primeira-dama Virginia Mendes é que a gente entregue a escritura completa, para que o cidadão não precise ir ao cartório e não precise pagar nenhuma taxa. É um documento que confirme que aquele imóvel é dele e da sua família. É esse o trabalho que o Governo do Estado, através do Intermat, está fazendo”, declarou o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

Natalia Correia, moradora do Pedra 90 desde o surgimento do bairro há 30 anos, foi uma das contempladas, assim como sua vizinha Maria de Lurdes. Emocionada, Natalia descreveu o documento como o fim de uma insegurança.

“Era muito tempo esperando esse documento, porque a gente também não tem condições de pagar. A gente ficava preocupada porque pagamos água, luz, IPTU, tudo certinho, mas o principal, que é a escritura, a gente não tinha. Tinha esse risco de perder nossa casa. Eu criei meus filhos sozinha, todos já se casaram e mudaram, e eu seguia na espera da minha escritura. Hoje estou muito feliz. Foram 30 anos esperando e não 30 dias”, celebrou.


Moradora do Pedra 90 há 30 anos, Natalia foi uma das contempladas – Créditos: Michel Alvim/Secom-MT

O trabalho de regularização foi realizado pelo Instituto de Terras de Mato Grosso, com a colaboração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Francisco Serafim, presidente do Intermat, destacou que essa é a quarta vez que o Governo do Estado entrega escrituras no Pedra 90 e ressaltou que é o início de uma série de entregas que serão realizadas no Cinturão Verde.

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“O Intermat está aberto para receber a documentação de quem ainda não deu entrada no processo de regularização do seu imóvel. Esse trabalho faz parte da política de resgate da dignidade desses moradores, pois estamos entregando um documento completo, gratuito para quem se enquadra nos requisitos, garantindo a segurança jurídica para a população pois já vem registrado em cartório”, afirmou.

As despesas com a emissão do documento para famílias com renda de até cinco salários mínimos são custeadas pelo Governo do Estado. Desse modo, o morador não precisa gastar com as taxas de cartório, que em média custariam R$ 8 mil cada.

Para a gratuidade, também é necessário que o morador não tenha sido beneficiado com programas sociais e não tenha outro imóvel no nome. O mapeamento dessas informações é feito por uma equipe de assistência social que vai até a casa desses moradores.


Um dos fundadores do Cinturão Verde, João Batista recebeu sua escritura do Governo de Mato Grosso – Créditos: Michel Alvim/Secom-MT

Outro morador beneficiado, João Batista, aposentado e um dos fundadores do Cinturão Verde, afirmou que “dormia e acordava pensando: “quando vai sair a escritura dessa terra?”.

“Com a escritura, a gente pode ir em qualquer banco, fazer um financiamento pra investir e trabalhar. É um sonho realizado. Foram 28 anos de espera e hoje é só alegria. Vamos fazer muita festa lá em casa esse final de semana porque, além de receber esse documento, também é comemoramos nosso aniversário de casamento. Essa escritura é nosso presente de 41 anos de casamento”, disse.

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A esposa de João Batista, Aurelina Barbário, lembrou como era o Cinturão Verde quando chegaram na terra.

“Quando mudamos pra lá não tinha nem luz. Era lamparina. A gente sofreu um pouco naquele lugar, mas hoje é dia de festa, Deus nos proporcionou esse momento. Esse documento veio na hora certa para nos ajudar muito, porque nós não podemos fazer nada sem a escritura. Há 28 anos a gente contava com a chegada desse documento, mas tudo tem a hora certa de chegar. É muita emoção. A gente ama o Cinturão Verde, gostamos muito de morar lá, e essa escritura é um presente enorme que o Governo do Estado está nos dando”, comemorou.

Somente com o imóvel escriturado, o cidadão pode ser considerado proprietário legal, podendo realizar a venda, reforma ou construção com segurança. Além disso, a documentação permite acesso a várias linhas de financiamento, utilizando o bem como garantia.

O Intermat trabalha para entregar títulos urbanos e rurais aos proprietários, garantindo a posse definitiva. Desde o início da atual gestão, foram entregues 1.286 escrituras para moradores do Pedra 90 e mais de 18 mil em todo Mato Grosso.

Os moradores que não puderam comparecer na solenidade para receber o documento poderão se dirigir ao Intermat de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, para retirar a escritura de regularização.

Entre as autoridades presentes no evento estavam o senador Jayme Campos, os deputados estaduais Eduardo Botelho e Wilson Santos, os diretores de Regularização Urbana e Rural do Intermat, Erivelto Vieira e Danilo Lima, o diretor administrativo do MT Par, Jefferson Moreno, e o vereador Dilemário Alencar.

Fonte: Governo MT – MT

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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