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“Vigia Mais MT está construindo muralha digital capaz de prevenir e intimidar práticas criminosas”, afirma secretário
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“Esse é o resultado da confiança em um programa que está levando aos municípios o que há de mais moderno no serviço de videomonitoramento voltado à segurança pública. São equipamentos dotados de inteligência artificial, capacidade analítica dos dados e informações que estão possibilitando criar um sistema de cercamento digital em Mato Grosso”, avalia o secretário de Segurança de Mato Grosso, coronel César Roveri.
“E, como já dissemos anteriormente, com o Vigia Mais MT estamos construindo uma muralha digital capaz de prevenir e intimidar práticas criminosas, além de, quando o crime acontecer, reunir provas que não deixam dúvida sobre a autoria criminal”, assinala.![]()
Em Cuiabá, onde a prefeitura não firmou parceria com o Estado, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação de Cultura Muxirum Cuiabano viabilizaram a instalação de 790 câmeras em vias da área central e regiões próximas.
O número de câmeras entregues à CDL, por exemplo, com os aditivos, saltou da cota inicial de 227 para 671. A Muxirum Cuiabano, que começou com 13 câmeras, já recebeu 102. Ambas as entidades atuam como elo entre a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), gestora do programa, e os empresários e lojistas cuiabanos no processo de implantação do serviço de videomonitoramento. Ou seja, recebem os equipamentos e repassam a seus associados para que sejam instalados.
Na lista de prefeituras que fizeram aditivos e já receberam mais câmeras estão: Alto Graças (357 km de Cuiabá), Bom Jesus do Araguaia (983 km), Campo Verde (131 km), Itanhagá (472 km), Nobres (146 km), Nova Mutum (264 km), Salto do Céu (371 km), Santa Carmem (531 km), São Félix do Araguaia (1.200 km), Serra Nova Dourada (1.125 km), Tabaporã (643 km), Tesouro (379 km) e Paranatinga (851 km).
A prefeitura de Nobres fez dois aditivos desde que assinou a parceria e se habilitou para integrar o Vigia Mais. O município, que inicialmente tinha direito a 73 câmeras, hoje é monitorado por 120 câmeras. Da Central do Centro de Integração de Operações da Segurança Pública (Ciosp), em Cuiabá, as forças policiais acompanham a movimentação na entrada e saída da cidade, avenidas, ruas e praças da área central e periferia.
A Prefeitura de Sorriso (420 km de Cuiabá), que está concluindo a instalação de 345 câmeras, quer pelo menos mais 50 equipamentos. O prefeito Ari Lafin já fez a solicitação verbal ao secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, argumentando que quer ampliar o videomonitoramento na área urbana e levar o serviço para a área rural do município. Lafin recebeu o aval do secretário Roveri para ingressar com o aditivo.
Salto do Céu, município que tem 3.800 moradores em uma área de 1,7 mil quilômetros quadrados, recebeu as 10 câmeras previstas no planejamento do Programa Vigia Mais MT e pediu mais 10. O prefeito Mauto Teixeira Espíndola disse que reconhece a importância e eficiência do videomonitoramento.
“Evita roubos, furtos e outros crimes, e ajuda os policiais na segurança da cidade. As câmeras, com certeza, intimidam a ação dos criminosos e melhoram a sensação de segurança dos moradores”, avalia Mauto Teixeira.
O programa
Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo do Estado está equipando os 142 municípios com o que há de mais moderno em videomonitoramento. São 15 mil câmeras, das quais 8.500 já foram entregues aos municípios, seguindo critérios como população, área territorial e localização geográfica do ponto de vista das estratégias da segurança pública.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.