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“É muito gratificante ver o empenho do Governo e da primeira-dama na defesa das mulheres”, afirma beneficiada com Expedição

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Moradora do Distrito Ranchão, em Nova Mutum (292 km de Cuiabá), Aline Dias destacou as ações do Governo de Mato Grosso em defesa das mulheres, durante a Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, que leva atendimentos itinerantes com a van do Programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

“Nunca tinha visto uma ação como essa aqui no Ranchão e é muito gratificante ver o empenho do Governo de Mato Grosso e da primeira-dama Virginia Mendes na defesa das mulheres. A gente vê tantas vidas sendo perdidas e vejo que esta ação pode combater a violência doméstica. Eu trouxe minhas duas filhas para acompanhar a ação e aprender sobre os seus direitos, além de receber as orientações de como identificar um relacionamento abusivo”, afirmou.

O Distrito Ranchão foi a segunda comunidade a receber os atendimentos itinerantes realizados por servidoras da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres, vinculada à Secretaria Adjunta de Programa, Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf).

No total, a van visitará as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), oferecendo capacitações às equipes da rede socioassistencial.

Miranir de Oliveira, superintendente de Políticas Públicas para as Mulheres da Setasc, destacou a importância de levar a van do Programa SER Família Mulher às comunidades rurais durante a Expedição.

“Trouxemos a van, que é um instrumento de interiorização do Programa SER Família Mulher, com atendimento individualizado para as mulheres da região, porque sabemos da dificuldade que é chegar até a cidade, já que lá os serviços são facilmente acessados. E é por isso que a Setasc, através da superintendência, juntamente com a prefeitura de Nova Mutum e outros parceiros unimos forças para trazer a van, facilitando o acesso à informação para as mulheres da comunidade”, pontuou.

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A secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso, Grasi Bugalho, afirmou que o principal objetivo da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas é enfrentar a violência doméstica contra mulheres no estado de Mato Grosso, unindo diversas instituições com a sociedade civil.

“A Expedição é a união de esforços de várias instituições e ela está sendo coordenada pela Setasc junto com a SESP, trazendo justamente às 15 regiões integradas de Segurança Pública, a capacitação para os servidores que irão trabalhar com essa temática, ou seja, no atendimento das mulheres vítimas de violência”, explicou.

Além da capacitação, há também a discussão sobre os Direitos das Mulheres e a necessidade dos municípios se organizarem para implementar políticas públicas de defesa da mulher.

“Porque as pessoas vivem nos municípios, é no município que a violência acontece e são as pessoas que estão no município que têm que influenciar como esta política pública de defesa da mulher será realizada. Isso a gente só faz discutindo com os poderes, com a população e o município”, ressaltou.
A agente comunitária de saúde de Nova Mutum Rosangela Aparecida Cardoso destacou que participar da Expedição auxiliará em sua rotina de trabalho ao realizar visitas domiciliares.

“A violência doméstica ainda é um tabu e uma ação como esta irá ajudar não só o meu trabalho, mas dos meus colegas também, já que nos deparamos com alguns casos. Algumas aceitam ajuda, outras não, e eu creio que esse projeto vem para nos ajudar a diminuir casos de violência e consequentemente, o feminicídio. Mostrar para essas mulheres que elas têm políticas públicas, como o cartão do SER Família Mulher, que auxilia na sua independência financeira do abusador. A primeira-dama Virginia Mendes está de parabéns por esse programa, porque ele salva vidas”, completou.

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A Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas foi realizada entre os dias 25 a 27 de junho, em Nova Mutum. O objetivo da ação é fortalecer as políticas públicas e o combate à violência contra as mulheres nos municípios do estado.

A expectativa sobre o projeto é que seja realizado nas 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), tendo um município como sede em cada região, percorrendo, assim, 15 municípios, com participação dos demais que integram a região.

As capacitações ofertadas para as equipes da rede socioassistencial, do município sede, durante a expedição, terão a participação das equipes socioassistenciais dos municípios que abrangem a RISP.

Para a secretária de Assistência Social de Santa Rita do Trivelato (343 km de Cuiabá), Adriana Nogarolli, a Expedição SER Família Mulher auxiliará no fortalecimento dos serviços de defesa das mulheres existentes no município.

“Mesmo tendo serviços voltados contra a violência contra as mulheres, há lacunas que precisam ser fechadas para que tenhamos maior alcance às mulheres vítimas de violência. O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes, estão de parabéns pelo trabalho e políticas públicas voltadas às mulheres mato-grossenses, com SER FamíliaMulher”, disse Adriana.

A Expedição conta com o apoio e parcerias das Prefeituras Municipais, Associação Mato-grossense dos Municípios, Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Militar (PM MT), Corpo de Bombeiros Militar, Tribunal de Justiça de MT (TJMT), Ministério Público de MT (MPMT), Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e outras entidades.

Fonte: Governo MT – MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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