MATO GROSSO
“Com a estrada asfaltada melhorou muito para transportar nosso produto”, afirma dono de indústria de beneficiamento de café em Colniza
MATO GROSSO
Dono de uma indústria de médio porte que beneficia e embala café no município, Eidson Rocha, afirmou que a maioria da produção é vendida na Capital, e que a melhor condição de trafegabilidade na rodovia dá agilidade e segurança no percurso.
“A gente agora tem o benefício da estrada asfaltada para ter uma melhor acomodação para transportar o produto até a Capital, que é para onde a gente leva o café. Isso é um conforto, traz mais segurança, e é um sonho realizado de quase 20 anos”, disse. * Polly, acho que essa quantidade de “a gente” deixou um pouco confuso*![]()
A pavimentação da MT-170, que liga Colniza a Castanheira, não só melhora a infraestrutura local, mas também torna a região um novo polo de oportunidades, beneficiando todos os moradores e trabalhadores que, por décadas, enfrentaram adversidades.
A produção de café em Colniza está expandindo, chegando a 100 mil sacas neste ano. São mais de 2 mil produtores do grão na região e esse cultivo tem fomentado a economia, como afirmou Eidson, que é dono do “Café Rocha”.
“Hoje o café está segurando a economia em Colniza. Muitos produtores estão pagando as contas com o dinheiro do café. Alguns que não têm café dizem: ‘preciso ter um café para conseguir pagar a minha conta’. Então, graças a Deus, o café produzido no município dá suporte à população”, pontuou.![]()
Com o apoio dado pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf), que entrega mudas, kits de irrigação e implementos agrícolas, a tendência é aumentar ainda mais.
A obra da MT-170 contempla a pavimentação de 271 quilômetros, sendo que destes 100 já foram entregues pelo Governo do Estado. Também são construídas 22 pontes de concreto nessa rodovia, totalizando investimento superior a R$ 600 milhões.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva
Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.
Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.
A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.
“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”
Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.
Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.
A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.
“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.
Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.
Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.
Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.
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