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Governo se solidariza com trabalhadores do Shopping Popular; bombeiros ainda trabalham no local do incêndio

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O Governo de Mato Grosso se solidariza com os empresários e funcionários do Shopping Popular, em Cuiabá, em decorrência do incêndio que atingiu o prédio, na madrugada desta segunda-feira (15.07).
Os militares do Corpo de Bombeiros chegaram ao local às 2h53, sete minutos após a primeira solicitação via 193. Todo o efetivo de Cuiabá e Várzea Grande atua no combate ao fogo, e bombeiros no regime de folga foram acionados para reforçar as ações.
A propagação do fogo levou cerca de 30 minutos, em razão da alta quantidade de materiais inflamáveis no local.
Não há risco de propagação para edificações vizinhas. Entretanto, houve desabamento da estrutura devido a intensidade das chamas, o que tem dificultado o trabalho das equipes.
O combate conta com o apoio de quatro caminhões pipa, duas caminhonetes e um caminhão com escada.
Importante ressaltar que o Shopping Popular possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico vigente.
Não houve vítimas e as causas do incêndio serão investigadas.
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MATO GROSSO

TJMT concede essencialidade de maquinários agrícolas mesmo após término do período de blindagem 

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A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através de julgamento unanime, decidiu que a proteção de bens essenciais à atividade rural pode subsistir, mesmo após o término do chamado stay period — período de suspensão das ações e atos de expropriação previsto na Lei de Recuperação Judicial.

O julgamento ocorreu no âmbito de um agravo de instrumento envolvendo empresa Martelli Agroindustrial, em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 244 milhões, e tratou da possibilidade de constrição de maquinários agrícolas indispensáveis à produção da safra 2025/2026.

Ao reformar decisão de primeiro grau, o TJMT reconheceu que o encerramento do stay period não retira automaticamente a competência do juízo da recuperação judicial para analisar a essencialidade dos bens e decidir sobre medidas constritivas.

Na prática, o Tribunal entendeu que a competência do juízo recuperacional permanece até o encerramento formal do processo e os bens essenciais à atividade econômica não podem ser retirados quando isso comprometer a continuidade da atividade.

A decisão também suspendeu medidas de busca e apreensão sobre tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos considerados fundamentais para a manutenção da produção agrícola.

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O processo foi conduzido pela banca de advogados do Grupo ERS, que analisam a medida como “um avanço no entendimento que a análise da essencialidade dos bens deve priorizar a preservação da atividade econômica e ainda, reforça o papel da Assembleia Geral de Credores como espaço para deliberação sobre medidas que impactam diretamente o sucesso da recuperação”, explica a advogada, Ranielly Chagas.

Além disso, o entendimento sinaliza que medidas de execução individual devem ser analisadas com cautela quando houver risco de inviabilizar a atividade produtiva, mesmo em situações envolvendo créditos extraconcursais.

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