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Tristeza marca manhã no Shopping Popular; presidente chora

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Durante a manhã desta segunda-feira (15), os comerciantes e funcionários do Shopping Popular, têm se reunido em frente ao complexo comercial que foi destruído por um incêndio nesta madrugada.

Em apenas 30 minutos, as chamas se propagaram por toda a estrutura, que ruiu. Cerca de 600 lojistas que trabalhavam no espaço perderam tudo, uma vez que o centro comercial ainda não tinha contratado seguro.

Algumas famílias tinham bancas desde a fundação do shopping, em 1995.

Devido à proporção do desastre, muitos comerciantes foram às lágrimas ao verem que suas lojas se tornaram cinzas. Envoltos em um forte sentimento de comoção, eles se abraçaram com seus famíliares e amigos, na tentativa de um pouco de consolo.

O presidente da Associação de Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, também não conseguiu conter a tristeza e chorou em meio ao público, que aguardava seu pronunciamento.

Ao MidiaNews, a comerciante Simone Freire Alves Moreira, proprietária de uma loja de materiais de pesca, relatou que seu prejuízo pode chegar a R$ 500 mil.

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“Eu vivo daí, 100% daí. Vão ser dias difíceis, mas a gente vai vencer. Nós temos ponto há mais de 25 anos, desde o início. É doído ver hoje, assim, desse jeito”, disse ela.

Já a lojista Flávia Andrade Mundin, que tinha duas bancas de capas de celular, ainda não levantou uma estimativa do que perdeu. Com sete funcionários empregados, a comerciante se preocupa com a incerteza do futuro.

“Tinha o ponto desde 2002… [O sentimento é de] Muita tristeza. Tristeza demais, sem saber o que vai fazer hoje. Olha aqui os meus funcionários, os colaboradores. O que nós vamos fazer hoje?”, questionou.

O mesmo sentimento de insegurança é compartilhado por Mirian Soares, que agora se vê desempregada, junto de seu esposo, que também trabalhava no centro comercial.

“Não sabemos o que faremos nos próximos seis meses. Estamos eu e o esposo desempregados […] Nunca imaginava que algo assim podia acontecer. Até agora estou aqui vendo e não acredito”.

Diversas figuras políticas e instituições governamentais já se pronunciaram a respeito do caso e declararam que irão atuar em conjunto para auxiliar na reconstrução do espaço comercial, que é um dos mais tradicionais da Capital

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A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva

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Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.

Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.

A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.

“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”

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Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.

Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.

A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.

“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.

Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.

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Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.

Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.

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