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TCE-MT mobiliza setores econômicos por desenvolvimento e fim das desigualdades regionais

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Ao longo do primeiro semestre de 2024, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) avançou rumo ao cumprimento do seu principal desafio dessa gestão: reduzir as desigualdades entre os municípios do estado. Para tanto, liderou uma série de ações para aumentar a eficiência da administração pública e fortalecer políticas voltadas ao desenvolvimento econômico e social.

O fomento ao empreendedorismo e à industrialização são alguns dos principais caminhos para essa transformação, que passa também pelo avanço do agronegócio e pela melhoria da arrecadação estadual. “O Tribunal vem movimentando todos os setores na busca pelo fim das desigualdades no estado. Assumimos este trabalho com muita ênfase e estamos trazendo todos os setores para esta construção”, explica o conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo.

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, em reunião com representantes da Câmara Setorial Temática de Apoio ao Empreendedorismo e das Micros e Pequenas Empresas da ALMT. Clique aqui para ampliar.

De olho nisso, em fevereiro, o presidente anunciou a criação de um fórum interinstitucional durante reunião com representantes da Câmara Setorial Temática de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A questão também foi abordada em abril, quando o Tribunal apoiou seminário voltado ao desenvolvimento econômico, contribuindo com a capacitação de prefeitos, secretários, gestores de convênios, empreendedores e entidades de apoio às micro e pequenas empresas. O encontro foi fruto de parceria com a ALMT e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

Na ocasião, medidas para ampliar o acesso ao crédito por pequenos empresários foram anunciadas pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, que detalhou estratégias como as do programa Acredita e do Desenrola Brasil para pessoa jurídica. “A gente quer que o Brasil volte a crescer com o crescimento dos pequenos empreendedores”, disse.

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Sérgio Ricardo, desembargador Orlando Perri e secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, em debate sobre estratégias para a industrialização do estado. Clique aqui para ampliar.

No mês de junho, Sérgio Ricardo se reuniu ao desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Orlando Perri e ao secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, num debate sobre a industrialização do estado. Na mesa, a proposta de criação de um polo têxtil a partir da utilização de mão de obra do sistema prisional, estratégia que fortaleceria a economia ao mesmo tempo em que promoveria a ressocialização.

Supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário e Socioeducativo (GMF/MT) do TJMT, Perri destacou que a ressocialização passa, necessariamente, pelo trabalho e pela profissionalização.  Segundo ele, atualmente, além de uma população carcerária de 12,5 mil reeducandos, o sistema prisional estadual também conta com milhares de recuperandos no sistema aberto e semi-aberto.

“Nossos reeducandos precisam trabalhar e estudar e uma oportunidade para isso é fazer de Mato Grosso um polo industrial. Hoje, a população e o empresário de roupas têm que deixar a Capital para comprar seus produtos, mesmo o estado sendo o que mais produz algodão. Já temos muitas experiências em andamento e, com esse projeto, poderemos atrair empresas de outros estados”, acrescentou o desembargador.

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro-presidente durante a 5ª reunião ordinária da diretoria da Fiemt. Clique aqui para ampliar

O incentivo à industrialização também foi defendido na 5ª reunião ordinária da diretoria da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). “Somos um estado do Agronegócio que produz milho, soja, algodão e carne, mas temos que beneficiar isso, temos que industrializar esses produtos. Para acabar com as desigualdades só tem um jeito, que é gerar oportunidades e qualificar pessoas, e quem pode fazer isso é a indústria”, pontuou o conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo.

Para o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, esta visão desenvolvimentista é fundamental para o estado, que conta com 15,5 mil empreendimentos responsáveis pela geração de 183 mil empregos. “Ficamos muito satisfeitos com o entendimento do conselheiro em relação à questão dos incentivos da indústria, como o Prodeic, que faz uma diferença muito grande para a geração de emprego e renda em diversos municípios”, afirmou.

Agronegócio

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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TCE-MT anuncia auditoria sobre incentivos fiscais em seminário que debateu impacto das moratórias da soja e da carne. Clique aqui para ampliar

O agronegócio, principal atividade econômica mato-grossense, também esteve na pauta do TCE-MT nos últimos seis meses. Em maio, o Seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Regionais”, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT), reuniu mais de mil representantes do agronegócio, produtores rurais e agentes políticos em Cuiabá.

O evento respondeu a uma demanda de 127 câmaras municipais, que solicitaram a participação do Tribunal no debate. A alegação é de que os acordos impedem o desenvolvimento e aprofundam desigualdades regionais. “Tem município que não tem saída, que quer produzir e não consegue. Com isso, as cidades não geram oportunidades e as pessoas vão embora. Temos que buscar um crescimento igualitário”, disse Sérgio Ricardo.

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, classificou as moratórias como “injustiças”, lembrando que o Código Florestal Brasileiro é o mais restritivo do mundo. “A moratória viola o direito de uso da terra do produtor. Sabemos que as empresas signatárias correspondem a 94% do mercado comprador, para atender um mercado de 15% que é o mercado europeu.”

Ao destacar a atuação do TCE-MT, Lucas Beber avaliou que o debate trará resultados para todo o país. “Para o nosso país avançar, para nossas políticas avançarem e para que nossa soberania seja respeitada, precisamos de união. Então, mais uma vez, agradeço ao presidente do TCE, Sérgio Ricardo, e parabenizo a todos, porque este dia marca não só a história de Mato Grosso, mas de todos os estados que compreendem o bioma Amazônico, onde vivem mais de 28 milhões de brasileiros.”

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Mobilização

Crédito: Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro-presidente durante TCE em Movimento em Araguainha. Clique aqui para ampliar

Logo no início de seu mandato, em janeiro, Sérgio Ricardo já havia conclamado a classe política, setor produtivo e sociedade civil a promoverem um pacto pelo desenvolvimento dos municípios do estado, durante edição do TCE em Movimento realizada em Araguainha. “Temos municípios muito ricos, que devem continuar ricos, mas os mais pobres também precisam de investimento e atenção.”

No mês seguinte, o presidente foi a Brasília, onde firmou parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU) para implementar a governança pública em Mato Grosso. Em março, o papel da governança no desenvolvimento dos municípios e como instrumento de combate às desigualdades regionais foi apresentado pelo ministro Augusto Nardes, que esteve no TCE-MT.

Responsável pela criação da Rede Governança Brasil (RGB), uma política para a implantação do conceito em todo o Brasil, Nardes destacou que a posição do TCE-MT é significativa para o avanço desta pauta. “O Tribunal é a instituição que faz o controle da administração pública e, com o apoio do governo, nós podemos transformar Mato Grosso e pensar Mato Grosso para 2030 e 2040”, declarou o ministro do TCU.

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Ministro do TCU Augusto Nardes, em palestra no TCE-MT. Clique aqui para ampliar

Essa meta é levada a sério também na fiscalização. Por meio de recomendações expedidas em auditoria operacional sobre as receitas estaduais, sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, o órgão garantiu avanços na gestão da receita tributária do Estado, principalmente no setor da Mineração. “Apenas no período de abril a dezembro de 2023 o Estado arrecadou R$ 32,6 milhões com a taxa mineral”, pontuou o relator.

Além disso, Sérgio Ricardo anunciou, em maio, uma auditoria envolvendo as empresas signatárias das moratórias da soja e da carne. “A lei diz que a empresa que recebe incentivo precisa promover desenvolvimento e geração de emprego. Neste ano, foram destinados mais de R$ 14 bilhões em incentivos pelo estado, então queremos saber o que as empresas incentivadas estão devolvendo para o cidadão de Mato Grosso.”

A auditoria especial sobre os incentivos fiscais, segundo o presidente, avaliará a eficácia, eficiência, efetividade e transparência da política de incentivos fiscais estaduais e da gestão da dívida ativa estadual, referente aos últimos cinco anos.

“Nós temos municípios riquíssimos e isso é ótimo, mas temos municípios muito pobres, onde não existe oportunidade. Isso leva ao esvaziamento e à discussão sobre a extinção desses municípios. Nessa discussão, o que é analisado é se eles conseguem se sustentar e caminhar com as próprias pernas, e aqui, a esmagadora maioria não consegue. Por isso lutamos por um crescimento igualitário”, concluiu Sérgio Ricardo.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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