MATO GROSSO
Vereador Jefferson Siqueira diz que tem 11 votos na disputa pela Mesa Diretora
MATO GROSSO
O vereador Jefferson Siqueira (PSD) afirmou que conta com o apoio de 11 colegas para a disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cuiabá. Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (21), ele declarou que duas das oito mulheres eleitas devem aderir ao seu projeto. Se isso acontecer, a chapa 100% feminina, que é defendida pelo prefeito Abilio Brunini (PL), não se concretizará.
Segundo ele, um dos nomes entre os 11 é do atual presidente da Casa de Leis, o vereador Chico 2000 (PL), com quem disse já ter tido uma conversa.
O Chico é o nosso professor. Como eu disse na entrevista passada, é um dos que me aconselhou desde o início e tem dado bons frutos ao ouvir os seus conselhos. Conversei com ele antes, respeito a história do Chico. Eu acho que ele fez muito nesse pouco tempo, menos de dois anos”, disse. “Ele está entre os 11”.
“Falei pra ele do projeto, ele obviamente tinha o desejo também de concorrer, mas depois por uma opção dele, ele então decidiu apoiar o nosso projeto e vem aí pra somar. Ele é um dos nossos aliados e agora vai entrar em campo para poder nos ajudar”.
Jefferson afirmou que vai utilizar da experiência do atual presidente para tentar chegar aos 14 votos. Ele negou que o atual presidente vá compor a futura mesa, caso seja eleito.
“A princípio ele não vem compor a mesa. Nossa mesa tem duas mulheres e três homens”, disse. “A princípio ele não quis a mesa, até fiz o convite pra ele, mas ele falou ‘não, agora é a sua vez’. Ele me chamava de assessor especial dele, quando ele assumiu a presidência. A gente tem uma parceria muito bacana, e aí não dá pra falar pro Chico que ele vai ser assessor especial”.
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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