MATO GROSSO
Empreendedora troca tradicional cesta de café da manhã por caixa personalizada
MATO GROSSO
A empresária Luciane Beserra, no ramo de cesta de café da manhã, está revolucionando o conceito do segmento com cestas gastronômicas e personalizadas. A empreendedora saiu do convencional, trocou as tradicionais cestas de café da manhã por caixas repletas de itens selecionados a dedo. Seu segredo está na escolha minuciosa de produtos de alta qualidade, cada item é escolhido com cuidado para garantir uma experiência gastronômica única.
Formada em pedagogia e atuando há 15 anos na área da educação, entre sala de aula, coordenação, pré-vestibular, Lú como é conhecida, deixou as salas de aulas e precisou se reinventar profissionalmente para acompanhar mais de perto o crescimento dos filhos, principalmente o mais velho que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Foi aí que nasceu a ‘DaLu na Caixa’.
“Durante a pandemia da covid-19 eu recebi o diagnóstico do filho mais velho que tem autismo, e a gente sabe que é uma criança autista, ela precisa de um olhar diferenciado, dos pais sempre presente, entre várias coisas, e a gente precisa sempre acompanhar de perto. E na verdade não foi só isso, mas uma série de coisas que vão acontecendo na nossa vida, eu decidi sair da sala de aula e empreender”, lembra a empreendedora.
“Eu comecei com vendas de pão de queijo artesanal e tábuas de frios prontas para serem servidas. Depois eu criei os cafés da manhã, hoje o forte da DaLu na Caixa são de presentes gastronômicos, também chamados de ‘Grazing Food’ que é um café servido como se fosse uma bandeja de café, onde os itens já vão prontos para serem servidos, seja no café da manhã, ou para alguma ocasião especial”, acrescenta.

Lú conta que foi uma das pioneiras ‘Grazing Food’ na Capital, há cerca de três anos no mercado, a DaLu na Caixa está revolucionando o segmento com caixas personalizadas com produtos da alta gastronomia.
“A cesta pode ser um presente de café da manhã ou qualquer outra ocasião, todos dias tem alguém comprando uma cesta, porque todos os dias tem algo acontecendo na vida de alguém, seja um aniversário, uma amiga que acabou de ter um bebê. É um ramo muito versátil, então você pode trabalhar em várias linhas, na DaLu Na Caixa você encontra desde um café da manhã para aniversário de casamento, nascimento de bebê e até para prestar condolências por exemplo. Eu já tive casos de atender uma pessoa que morava em outro lugar do Brasil e mandou um café para prestar condolências a uma amiga que havia perdido entes queridos aqui na Capital”, conta.
“E o mais legal é que a cesta de presentes, ela aproxima as pessoas, é uma forma de dizer olha eu estou aqui mesmo não estando, ou seja, é interessante porque você consegue expressar essa presença muito mais do que às vezes um outro presente, e ainda uma cesta com comida selecionada, gostosa. É um mercado muito versátil, mas claro tem que está sempre buscando inovar como todas as áreas, e nós estamos trazendo novidades o tempo todo”, explica.
Desafios do empreendedorismo feminino
As mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço nas últimas décadas e passando a ocupar lugares, cargos e posições que antes eram exclusivamente masculinos. Entre eles está o empreendedorismo, mas ainda assim, ainda há muitos tabus a serem quebrados para superar o preconceito.
Lú destaca que empreender é um desafio constante, e no universo feminino o desafio é ainda maior.
“Eu saí de um mundo que é a sala de aula, coordenação de professores e entrei num mundo que é empreender, onde encontrei outras empreendedoras que também encontram muita dificuldade. Uma das dificuldades que eu percebo, assim, é muito engraçado porque é aquela coisa, eu acho que tem muito haver com essa questão do trabalho feminino, porque existe o empreendedorismo e existe o empreendedorismo feminino, que é diferente, como se a mulher estivesse trabalhando em casa, ela está fazendo um ‘dinheirinho’, e não, a gente está sustentando a nossa casa com o nosso trabalho. E não é porque a gente trabalha em casa que a gente não tem horário, então é muito comum a gente passar por essas questões, como se fosse um trabalho informal, mas não é”, destaca a empreendedora.
Apesar das mudanças sociais em direção à igualdade de gênero, há quem ainda questione a capacidade de mulheres para gerir empresas. Esse comportamento faz com que empreendedoras sejam vistas com desconfiança e falta de credibilidade por clientes e investidores. Nesse cenário, é comum o sentimento das mulheres de que precisam fazer um esforço muito maior que os homens para alcançar os mesmos resultados.
“Por mais que eu tivesse feito uma escolha de sair do meu trabalho formal, sair da CLT e vir para dentro da minha casa onde eu trabalho hoje para ficar mais próximo da minha família, mas eu não estou 100% em função da minha família eu continuou sendo uma profissional que busca qualificação que busca qualidade, que tem horário de atendimento. É da própria pessoa falar ” olha estou deixando minha carreira para começar outra, e todo mundo, como assim o que aconteceu? Calma lá é assim que eu quero ser feliz, é assim que eu quero seguir”, frisa a empresária.
Lú comenta que para amenizar essa situação que infelizmente vai levar tempo para mudar na sociedade como um todo, as mulheres devem juntar-se a outras donas de empresas para trazer inspiração, além de networking e possibilidades de negócio.
“E nós mulheres empreendedoras passamos por uma série de preconceitos da sociedade, enquanto mulheres. É algo que não é sou que passo, mas várias mulheres empreendedoras passam por isso, e a gente precisa ter uma postura e um posicionamento de que não é só um ‘dinheirinho’, é uma dificuldade real do empreendedorismo feminino, e nós precisamos nos unir cada vez mais para mudar isso, alavancar nossos negócios e mostrar que nós também sabemos empreender “, destaca.
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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