MATO GROSSO
TSE aponta que mais de 360 mil eleitores em MT ainda não realizaram o cadastramento biométrico
MATO GROSSO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que mais de 360 mil eleitores em Mato Grosso ainda não realizaram o cadastramento biométrico, o que corresponde a cerca de 14% do total de eleitores do estado. A recomendação é evitar deixar para a última hora, pois a meta da Justiça Eleitoral é garantir que 100% do eleitorado esteja com a biometria registrada até 2026, ano em que o uso da digital se tornará obrigatório.
Em Cuiabá, dos 445 mil eleitores, cerca de 50,9 mil ainda não cadastraram a biometria, representando 11,4% do total. Em Várzea Grande, o percentual de eleitores sem biometria é de 10,01%.
Os cartórios e os postos de atendimento ao eleitor funcionam de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h, enquanto o Ganha Tempo CPA I, em Cuiabá, atende das 8h às 17h. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alerta para a importância do cadastramento biométrico, pois ele garante maior segurança ao processo eleitoral, eliminando a possibilidade de fraudes, como a substituição de eleitores na hora da votação.
Por que cadastrar sua biometria?
A biometria utiliza as impressões digitais para identificar o eleitor, oferecendo mais segurança e ajudando a evitar fraudes. Sistemas biométricos são usados também na emissão de passaportes, carteiras de identidade e no cadastro das Polícias Civil e Federal. O processo de coleta das digitais é rápido, durando apenas alguns segundos, e inclui a captura de uma fotografia e a digitalização da assinatura. Para realizar o cadastro, é necessário levar um documento de identidade oficial e um comprovante de residência atualizado. Para o alistamento inicial, homens também devem apresentar a regularidade com o serviço militar.
Consequências do cancelamento do título eleitoral
Caso o título seja cancelado, o eleitor estará impedido de:
- Votação nas próximas eleições;
- Solicitar passaporte, carteira de identidade ou qualquer documento que requeira certidão de quitação eleitoral;
- Inscrever-se em concursos públicos ou tomar posse em cargos públicos;
- Receber remuneração de cargos ou funções públicas;
- Participar de concorrências públicas ou administrativas em qualquer órgão governamental;
- Pedir empréstimos em bancos ou instituições financeiras públicas;
- Renovar ou fazer matrícula em instituições de ensino público.
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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