MATO GROSSO
Defensoria inicia 3ª edição do projeto de capacitação em direitos para população em situação de rua
MATO GROSSO
O evento é dedicado a promover a educação em direitos e fortalecer o controle social das políticas públicas para pessoas em situação de rua.
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), através da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep), iniciou nesta segunda-feira (02), a 3ª Edição do Rualogia: das marquises para a luta, conhecer para lutar, com as lideranças do Movimento Nacional População de Rua-MNPR do Rio Grande no Norte e população em situação de rua.
O evento, que segue até quarta-feira (04), é dedicado a promover a educação em direitos e fortalecer o controle social das políticas públicas para pessoas em situação de rua, assim como fortalecer a participação das pessoas em situação de rua no MNPR na luta por seus direitos.
“A Rualogia é um projeto de educação e direitos permeável aos saberes da rua, das pessoas em situação de rua. Então é uma metodologia que é co-criativa, que é dialógica, em que há uma cooperação de saberes. O saber técnico, o saber acadêmico, mas também o saber vivencial, o saber de quem vive e passou em situação de rua. E aí, nesse diálogo, nós vamos fortalecendo a emancipação das pessoas em situação de rua para que elas compreendam toda uma estrutura de desigualdade, uma estrutura de exclusão em que elas estão inseridas e assim elas passem a atuar para transformar a sua realidade também do coletivo em que eles estão inseridos”, explicou a defensora pública Rosana Monteiro, coordenadora do Gaedic Pop Rua.
Participam do evento pessoas em situação de rua ou com trajetória de rua com perfil de liderança e atuais militantes do MNPR MT, do fórum pop rua de Cuiabá e membros da DPEMT. A 3º edição do Rualogia está sendo realizada das 9h às 17h, até quarta-feira (04), no Edifício Pantanal Business, em Cuiabá.
“Nos próximos dois dias, pela manhã, teremos os círculos de construção de paz. É um momento dedicado às nossas lideranças nessa situação de rua, ao diálogo, ao fortalecimento desse coletivo, desse grupo para potencializar as ações deles, no sentido de gerar empatia, gerar conexão, gerar sentimento de grupo e assim eles estarem mais fortes nos enfrentamentos que eles terão de fazer na defesa dos seus direitos. E no período da tarde nós teremos três formações. Vamos falar sobre direitos políticos, sobre eleição, sobre participação em conselhos e comitês e, no último dia, nós vamos fazer uma provocação: Seria possível criar uma associação de pessoas em situação de rua? Então nós vamos debater o corporativismo, o associativismo para pessoas em situação de rua, no sentido de tentar estimular essa possibilidade de atuação, através de entidades que possam prestar serviços e assim eles podem acessar emprego, renda e atuar na sociedade”, disse Rosana.
A defensora pública-geral, Luziane Castro, que participou do primeiro dia do círculo de paz, reforçou o apoio da Defensoria Pública no acesso aos direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade. “A Defensoria Pública é uma instituição que a sua essência é amplificar. Não é dar voz, não. Vocês têm voz, só que vocês não são ouvidos. Às vezes precisa da força de uma instituição para fazer com que essa voz seja amplificada”.
Prêmio CNJ – O projeto Rualogia: Das Marquises para a Luta, Conhecer para Lutar ficou em segundo lugar no prêmio Boas Práticas PopRuaJud na categoria Impacto Social e Transformação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O prêmio de Boas Práticas na Política Judiciária PopRuaJud do CNJ, entregue em novembro de 2024, tem por finalidade reconhecer e divulgar iniciativas que promovam a melhoria do acesso à justiça para a população em situação de rua, através de soluções inovadoras e práticas eficazes.
Confira a programação completa:
03.12.2024
9h as 11h – Círculo de Paz: Construindo um movimento forte
Condução: Facilitadoras: Rosana Monteiro – DPMT e Loyuá Costa – DPMT
Supervisão: Nugjur/TJMT
Participantes: Rubia, Francieli, Lala, Benedito, Marcos, Alan, Leonildo, Suely
13:30h – Lanche
14h – Tema: A importância da participação das pessoas em situação de rua nos conselhos e comitês de políticas públicas – Discussão sobre Eleições e o direito ao voto
Dialogantes: Suely Oliveira – MNPR-BA, Leonildo Monteiro – MNPR-PR e Dennys Freire – Fórum Pop Rua Cuiabá
Construção de propostas
16h – lanche
04.12.2024
9h as 11h – Círculo de Paz: Construindo um movimento forte
Condução: Facilitadoras: Rosana Monteiro – DPMT e Loyuá Costa – DPMT
Supervisão: Nugjur/TJMT
Participantes: Rubia, Francieli, Lala, Benedito, Marcos, Alan, Leonildo, Suely
13:30 – Lanche
14h – Organizando a luta – É possível criar uma associação de pessoas em situação de rua? – A experiência do INRUA
Dialogante: Leonildo Monteiro – MNPR/PR
15h – Lanche
15:30h – Organizando a luta – É possível criar uma associação de pessoas em situação de rua? – A experiência das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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