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Primeira-dama de MT e governador comemoram a união de centenas de casais na 3ª edição do Casamento Abençoado

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Após a celebração, foi realizado o sorteio de cinco casas doadas por empresas construtoras.

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o governador Mauro Mendes testemunharam a união de mais de 700 casais neste domingo (08.12), na 3ª edição do Casamento Abençoado – evento que se tornou uma tradição no Estado. Além dos casais, mais de 10 mil convidados participaram da grande festa. O ponto alto do evento foi o sorteio de cinco casas, doadas por empresas construtoras.

Idealizadora do projeto Casamento Abençoado, a primeira-dama Virginia Mendes falou sobre a emoção de ser madrinha da união oficial. “É gratificante e emocionante ver os casais se unirem oficialmente. Estou muito feliz com esta terceira edição; eu e o Mauro agora somos padrinhos de mais de 2 mil casais”, contou Virginia Mendes.

“Quando idealizei esse projeto, pensei na emoção que seria para os casais terem um momento único para eles. Me emocionei muito ao ver cada rosto. Esse dia ficará marcado para sempre em minha memória”, ressaltou a primeira-dama do Estado.

A primeira-dama Virginia Mendes também contou sobre a conquista das casas para o sorteio. “As casas são conquistas maravilhosas, algo que eu não consigo descrever. Cinco famílias terão um lugar para chamar de lar. Não consigo expressar em palavras a minha felicidade e realização. Que Deus abençoe a todos”, disse emocionada.

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O casal mais idoso, Luiz Vieira Melo e Maria Vieira Nogueira, ambos com 80 anos, representou todos os casais no momento do “sim”, sob a pergunta do juiz de paz Edézio Arruda de Jesus. “Nós nascemos no mesmo dia e estamos felizes por oficializar o nosso amor. Agradecemos à primeira-dama Virginia Mendes por toda a sua dedicação”, disse Luiz Vieira.

Gabriely Estevam Toledo de Almeida Pereira (18) e Rychard Manoel Pereira da Silva Estevam (20) representaram os casais mais jovens.

A estrutura do casamento foi completa e gerenciada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Além dos serviços cartoriais, os noivos tiveram acesso a um espaço de beleza, decoração, ao tradicional doce bem-casado, espaço para fotos e entretenimento, tanto para os casais quanto seus familiares.

“Agradeço ao Governo do Estado por apoiar este projeto que idealizei com muito carinho. Gratidão ao presidente da MT Par, Wener Santos, que conseguiu com as construtoras a doação de cinco casas, e aos empresários que realizaram as doações; ao pastor Jorge Dantas; às pastoras Carolina Dalva e Patrícia Almeida; aos tabeliões: Larissa Aguida Vilela Pereira de Arruda, Karina Silva Godinho e Cristiane Borba Cunha”, agradeceu a primeira-dama do Estado.

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“Como sempre digo, ninguém faz nada sozinho. Minha gratidão à secretária da Setasc, coronel Grasi Bugalho; ao secretário da Secel, David Moura, e suas equipes; à minha equipe da Unaf. São essas as pessoas com quem compartilho meus sonhos e projetos e que os tiram do papel”, reconheceu a primeira-dama Virginia Mendes.

O sorteio das casas foi conduzido pela Setasc, com a participação de representantes das empresas doadoras. Conforme o cronograma, as casas serão entregues em 2026 pelas construtoras Paiaguás, GRF Incorporadora e Corporadora, Habita MT Construções e Incorporações Ltda., Pacaembu Construtora S.A. e Construtora e Imobiliária Farias Ltda.

O presidente da MT Par, Wener Santos, falou da satisfação de participar desta edição e parabenizou a primeira-dama do Estado pela iniciativa. “Foi gratificante participar deste evento, organizado com tanto carinho pela madrinha Virginia Mendes. Como tudo o que ela faz, sempre coloca o coração à frente. Espero que possamos fazer novas parcerias na próxima edição”, afirmou.

Desta vez, a celebração contemplou 14 municípios da Baixada Cuiabana: Cuiabá, Várzea Grande, Planalto da Serra, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger, Chapada dos Guimarães, Acorizal, Jangada, Nova Brasilândia, Rosário Oeste, Porto Estrela e Barra do Bugres.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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