MATO GROSSO
Desenvolve MT impulsiona turismo com mais de R$ 8 milhões em crédito para empreendedores
MATO GROSSO
A Desenvolve MT, Agência de Fomento ao Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, consolidou-se como uma parceira no fortalecimento do turismo no Estado em 2024. Ao longo do ano, foram liberados mais de R$ 8 milhões em crédito para apoiar empreendedores de diferentes segmentos do ramo. Esse volume de recursos reflete um crescimento expressivo no apoio ao trade turístico, impactando diretamente na modernização e expansão de negócios essenciais para o desenvolvimento local.
Os recursos foram direcionados a empresas de diversos segmentos, sendo os restaurantes, cafeterias, bares e similares os maiores beneficiados, somando cerca de R$ 3,6 milhões. O setor de prestadores especializados em segmentos turísticos também se destacou, com aproximadamente R$ 1,3 milhão em recursos liberados. Além disso, os meios de hospedagem receberam mais de R$ 1,9 milhão em crédito. Empreendimentos voltados à infraestrutura de apoio a eventos e turismo náutico também receberam financiamentos para a expansão e modernização de seus negócios.
Esses valores refletem o impacto positivo do crédito para o turismo no fortalecimento do setor turístico em Mato Grosso, contribuindo para o crescimento e a diversificação da economia local. Outros segmentos, como casas de espetáculos, organizadoras de eventos, transportadoras turísticas e agências de turismo, também foram beneficiados, consolidando ainda mais o impacto da linha no ecossistema de turismo do estado.
Juliana Medina, dona da agência de viagens Voe Mais, conta sobre o apoio que recebeu da Desenvolve MT. “A Agência nos auxiliou muito com esse crédito e nosso negócio ganhou uma linha prime onde vamos focar e desenvolver o turismo em Mato Grosso”, comenta.
A linha Desenvolve Turismo oferece recursos de até R$ 1,5 milhão com diversos benefícios incluindo taxas de juros de 1% ao mês e prazos de até 120 meses, com possibilidade de carência de até 24 meses. Entre os itens financiáveis estão obras civis, máquinas e equipamentos, energia solar e até mesmo capital de giro (limitado a 30% do valor do crédito). A linha também oferece descontos de 30% nas taxas de juros para empreendedores que mantêm os pagamentos em dia, incentivando a sustentabilidade financeira dos negócios.
Felipe Wellaton, Secretário Adjunto de Turismo, comenta sobre o incentivo na área. “Não existe Turismo sem CNPJ. Estimular os Negócios do Setor do Turismo por meio do acesso facilitado ao crédito fortalece toda a cadeia, permitindo que os destinos sejam não apenas visitados, mas vivenciados de forma inovadora, com qualidade e sustentabilidade”, conta.
Com os resultados positivos de 2024, a Desenvolve MT projeta para 2025 uma expansão no volume de recursos liberados, com foco em setores-chave como energia renovável, infraestrutura sustentável e tecnologia aplicada ao turismo. A Agência planeja ampliar ainda mais o acesso a financiamentos para empresas localizadas no interior do estado, contribuindo para a descentralização do apoio e estimulando o crescimento de novos pólos turísticos em Mato Grosso.
“Após os sucessos em 2024, nossos objetivos para 2025 são ainda mais ambiciosos. Queremos ampliar os recursos disponíveis e alcançar mais empreendedores do ramo do turismo, descentralizar o crédito e chegar a novas regiões do estado. Todos esses objetivos são voltados para estimular o crescimento de novos pólos turísticos e fomentar a economia no Estado”, comenta Hélio Tito, Diretor de Crédito e Desenvolvimento da Desenvolve MT.
Beneficiários, como Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), podem solicitar o financiamento através do site da Desenvolve MT ou com agentes de crédito. Além disso, pagando em dia é possível obter um bônus de 30% na taxa de juros.
A Desenvolve MT reafirma seu compromisso em fortalecer o setor turístico de Mato Grosso, oferecendo as condições necessárias para que as empresas se modernizem e cresçam de forma sustentável, gerando emprego, renda e promovendo o desenvolvimento econômico do Estado.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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