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Sindicato assegura papel do médico-veterinário em projeto sobre inspeção sanitária

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A defesa do exercício profissional e da valorização da carreira dos servidores públicos está no centro da missão do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap-MT). E foi justamente esse compromisso que garantiu mais uma importante conquista para a categoria dos médicos veterinários: a preservação de suas atribuições legais no processo de inspeção sanitária de produtos de origem animal.

O alerta foi dado diante do Projeto de Lei nº 440/2025, de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil), que propunha ampliar a competência da inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal para além da medicina veterinária. Identificando o risco de usurpação das prerrogativas legais da categoria, o Sintap-MT agiu com agilidade e responsabilidade.

Com apoio técnico da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa) do INDEA-MT, representantes do sindicato foram pessoalmente até o deputado para apresentar os riscos e inconsistências do projeto. O diálogo respeitoso e fundamentado foi essencial para sensibilizar o autor da proposta.

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O deputado Dilmar Dal Bosco acolheu as argumentações apresentadas e se comprometeu a revisar o texto. Com as alterações promovidas, ficou garantido que a atividade de inspeção sanitária permaneça sob a responsabilidade exclusiva dos profissionais legalmente habilitados, neste caso, os médicos veterinários conforme prevê a legislação federal.

“Agradecemos ao deputado Dilmar Dal Bosco pela atenção e compreensão em relação à importância dessa função técnica e insubstituível. Estender essa responsabilidade a profissionais não habilitados comprometeria a saúde pública e colocaria a população em risco, pois o médico veterinário é o único profissional com a formação curricular e as disciplinas médicas necessárias para identificar doenças com precisão”, afirmou a diretora financeira do Sintap-MT, Maria Fernanda Casula, que é médica veterinária.

O sindicato também fez questão de registrar publicamente o apoio do deputado Lúdio Cabral (PT), que mais uma vez demonstrou sensibilidade às pautas dos servidores públicos. Desde o início, o parlamentar manteve diálogo aberto com o Sintap-MT e atuou apresentando emendas embasadas pelo corpo técnico e jurídico do Sintap-MT para assegurar que o projeto não avançasse com distorções técnicas.

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Graças à ação direta e eficaz do Sintap-MT, o Projeto de Lei foi aprovado e sancionado no último dia 2 de julho, já com as correções incorporadas. A vitória representa não apenas a preservação dos direitos dos médicos veterinários, mas através de um debate sério foram retirados do texto original, artigos que comprometeriam a fiscalização realizada pelos profissionais do Indea/MT e que poderia impactar de forma negativa a fiscalização e consequentemente trazendo riscos a segurança alimentar e ao interesse público.

A atuação exemplar do Sintap-MT reafirma o papel estratégico do sindicato na defesa das carreiras técnicas do serviço público e na construção de políticas que respeitem a competência, a ética e a responsabilidade profissional.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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