Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Roupas, calçados e perfumes lideram intenções de compra para o Dia dos Pais em Mato Grosso

Publicados

MATO GROSSO

A pesquisa de Intenção de Consumo para o Dia dos Pais 2025, elaborada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT), revela que roupas (35%), calçados (19%) e perfumes (17%) são os presentes mais desejados pelos consumidores mato-grossenses neste ano. O ticket médio previsto para os gastos na data é de R$ 298, valor 14% superior ao registrado em 2024. O dado sinaliza uma retomada do consumo afetivo e um cenário favorável para o varejo, especialmente para os pequenos empreendedores.

O levantamento mostra que 68% dos entrevistados pretendem comemorar a data, representando um crescimento de oito pontos percentuais em relação ao ano passado. O presente ainda é a principal forma de celebração, mas as experiências afetivas e o almoço em família também ganham espaço. Segundo o estudo, o comportamento mais comum será a combinação entre presente e almoço, praticada por 11,4% dos consumidores.

Segundo a analista Técnica do Sebrae/MT, Érika Cunha, o Dia dos Pais representa uma excelente oportunidade para os setores de comércio e serviços alavancarem as vendas com campanhas temáticas, kits personalizados e experiências diferenciadas. “Além das grandes redes, pequenos empreendedores também podem se beneficiar da data, apostando em criatividade, atendimento personalizado e produtos sob medida — como cestas, presentes artesanais e serviços de delivery — para conquistar clientes em busca de algo especial e afetivo”, disse.

Leia Também:  Várzea Grande sedia etapa estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses

Outro destaque da pesquisa são os fatores que influenciam a decisão de compra: promoções (71,5%) e qualidade dos produtos (59,8%) aparecem como determinantes. Além disso, 36,5% dos consumidores afirmaram que irão pesquisar preços, especialmente em lojas físicas. Pequenos comércios representam 23,3% da preferência de compra, ficando atrás apenas das lojas de departamento, o que demonstra a importância da personalização e do atendimento próximo como diferencial competitivo.

A classe C lidera o volume de consumo, representando a maior parcela do público que irá às compras, enquanto as classes A e B puxam o ticket médio para cima, com maior disposição para investir em produtos como joias, eletrônicos e perfumes importados. Ainda assim, 80% dos consumidores devem adquirir até dois itens, mantendo o perfil de consumo conservador da data.

O Sebrae/MT também identificou um aumento na intenção de gasto: 61% dos entrevistados afirmaram que devem gastar mais este ano em relação a 2024. Esse comportamento se intensifica conforme a faixa de renda, sendo mais comum entre os consumidores das classes A e B. A pesquisa ainda mostra que 41% dos consumidores pretendem comprar na semana que antecede o Dia dos Pais e 30% já na primeira semana de agosto, o que reforça a necessidade de ações promocionais concentradas nesse período.

Leia Também:  Alvo de operação se cala em oitiva; Taques poderá ser chamado

Dados da pesquisa

O levantamento foi conduzido por entrevistas telefônicas, entre os dias 3 e 27 de junho de 2025, em todo o estado de Mato Grosso. Foram entrevistados 1.120 residentes, maiores de 18 anos. Para a sondagem utilizou-se a metodologia quantitativa, com margem de erro de 5% para 95% de confiança.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

Publicados

em

A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

Leia Também:  Uendel leva oito pontos após choque de cabeça e desfalca o Cuiabá contra o Coritiba no Couto Pereira

Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

Leia Também:  Linhas de crédito do Governo de MT alavancam pequenos negócios do ramo de chocolate e doces

Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA