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Bloco das Trepadeiras estreia no carnaval de Brasília

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Nascido no Rio de Janeiro e tido como patrimônio do carnaval de rua carioca há 15 anos, o Bloco das Trepadeiras fez hoje (19) sua estreia na capital federal. O grupo tem como mote o empoderamento feminino. Cada foliã escolhe o nome de uma planta, trepadeira ou não, e segue para as ruas com a plaquinha que vai identificá-la no meio da folia.  

Brasília (DF), 19/02/2023 - Uma foliã durante carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Brasília (DF), 19/02/2023 - Uma foliã durante carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 19/02/2023 – Foliã durante carnaval de rua . Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

A atriz Fernanda Rocha, de 45 anos, é uma das organizadoras do Bloco das Trepadeiras em Brasília. Nanda, como prefere ser chamada, não pôde viajar para curtir o bloco no Rio este ano e resolveu criar uma “ramificação” na Vila Planalto, região central da capital federal. “Achamos que seríamos umas três gatas pingadas, mas já temos mais de 70 mulheres inscritas”.

“Eu entendi muito de sororidade vendo o Bloco das Trepadeiras. Além da gente estar juntas, se tem uma mulher passando mal, a gente gruda nela. Se a gente vê que tem uma mulher indo fazer xixi sozinha, a gente cola e vai junto. Temos uma educação sobre o que é carnaval e sobre o que é ser mulher.”

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A jornalista Karol Diniz, de 39 anos, é amiga de Nanda e ajudou a organizar o Bloco das Trepadeiras em Brasília. Ela lembrou que a proposta é que as foliãs, cada qual com a sua nomenclatura de planta, saiam na frente dos demais blocos de rua e “trepem” em árvores e marquises do bairro, se posicionando para a passagem do cortejo.

“Eu nasci em Brasília e vi essa cultura brasiliense sendo formada. Uma cultura de carnaval de rua. Então hoje a gente está na rua. É lindo ver os bloquinhos e as tradições de outros carnavais virem pra cá. Somos essa cidade de braços abertos pra pessoas de cidades e estados diferentes.”

A também jornalista Noeli Nobre, de 43 anos, decidiu aderir à proposta do Bloco das Trepadeiras no carnaval de Brasília este ano. A planta escolhida foi a estrelícia, também conhecida como ave do paraíso por sua semelhança com um pássaro. Com uma pluma na cabeça e biquíni com temática de folhas, ela demonstrou animação com a estreia.

Brasília (DF), 19/02/2023 - Carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Brasília (DF), 19/02/2023 - Carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Brasília (DF), 19/02/2023 – Carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

“Nos últimos anos, curti carnaval aqui em Brasília. Antigamente, não ia pra carnaval por aqui, mas é porque não tinha carnaval antes. Agora tem. De dez anos pra cá, temos carnaval em Brasília. Quase ninguém mais viaja, as pessoas ficam mesmo por aqui. Sair pra quê, não é mesmo?”.

O bloco das trepadeiras saiu junto com os blocos Charretinha do Forró (infantil) e Tropicaos.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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