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Exposição OSGEMEOS: Nossos Segredos estreia no Rio de Janeiro
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Gustavo e Otávio Pandolfo desenham juntos desde os 3 anos de idade. Quando eram crianças, costumavam dividir a mesma folha de papel. Na escola, em 1982, quando tinham 8 anos de idade, contam que tentaram separá-los para que prestassem mais atenção às aulas.

Naquele mesmo ano, houve um concurso de desenho na escola. “A gente fez exatamente o mesmo desenho, separados, em classes separadas. E ganhamos”, conta Otávio. Esse troféu, dos tempos de escola, é um dos quase mil itens da exposição OSGEMEOS: Nossos segredos, que abre as portas hoje (12) no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.
Em nove salas, os artistas dividem a própria história, fotografias de infância, roupas costuradas pela avó, as principais influências artísticas e afetivas, os processos criativos e importantes obras. É possível ter acesso aos primeiros personagens criados por eles e acompanhar os desenhos seguintes até o estilo atual.
Estão expostos, por exemplo, os desenhos originais dos painéis dos shows de Milton Nascimento, de 2021 e 2022, além de registros raros, como os das telas feitas em parceria com Bansky, artista contemporâneo britânico, conhecido pelo ativismo político e pelo anonimato. As telas foram exibidas em 2013, apenas por um dia, em ação de Bansky, em Nova York.
Caráter lúdico e psicodélico
A exposição tem também um caráter lúdico e psicodélico. “A gente está aqui para abrir o nosso livro para vocês, abrir nosso peito, nossa alma, nosso coração”, diz Gustavo, que faz um convite: “Gostaria de pedir a todos que deixem tudo que tiver do seu exterior fora, e se conecte com o interior de vocês. Que abram o próprio interior e se conectem com o imaginário. Às vezes, a gente se esquece do imaginário. É uma exposição para se conectar com o imaginário e desfrutar.”
A mostra tem curadoria dos próprios artistas e é inspirada na exposição apresentada na Pinacoteca de São Paulo e no Museu Oscar Niemeyer (MON), de Curitiba, entre 2020 e 2022. Alguns elementos, no entanto, são diferentes. A escultura gigante do famoso personagem de pele amarela, que no MON estava sentado, agora está de pé e de braços abertos. Abaixo dele, uma espécie de um templo, com escadarias coloridas. O interior dele conta pela primeira vez com instalação e projeção que podem ser acessadas pelo público.
Outro espaço inédito é um quarto, observado apenas por uma janelinha, onde se vê uma lua deitada na cama. A ideia surgiu uma semana antes da abertura. “Havia um espaço vazio e achamos que tinha que ter um lugar para a lua dormir”, diz Otávio.
Os gêmeos nasceram em 1974, em São Paulo, no bairro do Cambuci, e sempre trabalharam juntos. Têm grande influência da cultura hip hop, cujos campeonatos aconteciam na porta de casa quando eram crianças. Eles têm a rua como lugar de estudo e são mundialmente conhecidos pelos graffitis. Muitas vezes tido como vandalismo, o graffiti acaba sendo apagado pelo poder público. Uma das salas da exposição concentra registros das obras apagadas, que não existem mais nos muros e fachadas das cidades.
Ontem (11), Gustavo e Otávio guiaram a imprensa pelas obras e memórias. Paulo Portella Filho, que implantou e coordenou as atividades do Serviço Educativo da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1975 e 1987 estava entre os visitantes. Foi neste programa que os gêmeos tiveram contato pela primeira vez com sprays, ainda crianças. Na visita, os irmãos agradeceram Filho, que estava muito emocionado.
“O museu tinha aulas de arte gratuitas e eles foram fazer. Lá, usaram sprays pela primeira vez. Isso mostra a extrema importância da área educativa dos centros de arte, esses lugares podem e devem ousar na perspectiva de educação de arte, da forma mais libertadora que pode ajudar todo mundo a sonhar”, diz Filho.
OSGEMEOS já realizaram inúmeras mostras individuais e coletivas em museus e galerias de diversos países, como Cuba, Chile, Estados Unidos, Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Lituânia e Japão. A tentativa de separá-los, na escola, não funcionou. Eles seguem juntos. “Somos irmãos gêmeos que gostam de desenhar juntos. Ele faz um traço e eu termino, se ele pega a caneta, eu sei o que vai desenhar”, diz Gustavo.
A exposição, que começa hoje (12), pode ser visitada até o dia 23 de janeiro de 2023. O CCBB fica na Rua Primeiro de Maio 66, no Centro do Rio de Janeiro.
A exposição pode ser visitada às segundas e de quarta a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 9h às 20h. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria física do CCBB ou no site bb.com.br/cultura. Ingressos agendados por horário terão prioridade na entrada. Já as pessoas com ingressos por turno devem aguardar a orientação de entrada da equipe CCBB.
Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Geral
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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil
A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.
Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.
A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.
Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.
O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.
Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.
“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.
O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.
Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.