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Lançada a rota turística Via Liberdade

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Foi oficializada nesta terça-feira (26) a rota turística Via Liberdade, trajeto que soma 1.190 quilômetros e passa pelos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, tendo como referência a BR 040.

A Via Liberdade passa por mais de 300 cidades, envolvendo manifestações culturais dos estados, como gastronomia, música, dança e acervos artísticos em museus e igrejas.

A Via Liberdade nasce no Rio de Janeiro, na Avenida Brasil, e incorpora sete patrimônios culturais da humanidade – o Cais do Valongo e o Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro; Ouro Preto (Serra do Espinhaço), Congonhas e Pampulha, em Minas Gerais; o Caminho de Goiás e Brasília -, além da Grande Sertão Veredas e o Rio São Francisco.

Na música, o trajeto passa por artistas históricos como Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos, Clube da Esquina, música sertaneja e o rock de Brasília.

Segundo o governo de Minas Gerais, o lançamento tomou como referência o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu que a BR 040 seja conhecida em breve como Via Liberdade. “Em São Paulo, temos a Via Anhanguera, Imigrantes, e por que não termos em Minas Gerais a Via Aleijadinho, a Via Tiradentes e a Via JK? Tenho certeza que será melhor que números”, defendeu.

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O secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, destacou que a Via Liberdade “dá territorialidade” à outra rota, a Via Real. Ele ressaltou a importância da rota para valorizar o projeto de nação representado no interior do país.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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