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A quem interessa um 3º turno em Cuiabá?
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A urna existe para os eleitores e não para o “conforto” de alguns grupos, que não aceitando o resultado do anseio popular, insistem em ocupar o poder sem medir quaisquer consequências, atacando o processo democrático.
Eu acredito, e inclusive respeito, o “direito sagrado” das forças de oposição em defender uma política contrária à da situação, isto faz parte da riqueza democrática. Mas é inadmissível fazer isso em nome do “quanto pior, melhor”. Essas ações não ajudam em absolutamente nada, pelo contrário, elas impedem a saída de crises e trazem graves consequências para a população.
Arriscaria afirmar que estamos vivenciando uma “união de forças” de diferentes poderes em nosso estado, “forças” e “poderes” que DEVERIAM ser independentes, compartilhando de um mesmo objetivo: impedir que saiamos de uma crise política, “forjando” um ambiente de instabilidade e de insegurança jurídico institucional.
É explicito que desde que o Prefeito Emanuel Pinheiro logrou êxito nas urnas, urna essa que eu disse acima, “existe para os eleitores”, uma série de ações externas, de cunho bastante duvidoso, muitas delas amparadas pelo poder executivo estadual, foram sendo tomadas para desestabilizar o governo de Pinheiro e para blindar a gestão do governador Mauro Mendes.
Ações que vão desde investigações “arbitrárias” contra Emanuel na DECCOR, pelo delegado Eduardo Botelho, “amigopessoal” do governador, e que inclusive teve sua nomeação questionada, já que não respeitou a ordem de antiguidade de carreira e muito menos as regras que proíbem o acúmulo de cargos, até o vergonhoso afastamento do Delegado LindomarTofoli da DEFAZ-MT, quando este justamente estava investigando a gestão do próprio governador Mauro Mendes, quanto a contratos ligados a Casa Civil, que estranhamente não tivemos mais notícias sobre eles.
Está mais do que explícito o uso do aparelho estatal para prejudicar adversários políticos e para blindar um governo que até de acusação de perseguição e de atentado a vida de um jornalista da região vem sendo investigado.
Esse mesmo governo e seus aliados não aceitam a eleição de Emanuel Pinheiro como Prefeito de Cuiabá e querem forçar um 3º turno. 3º turno esse, forjado por um grupo político que teme testar sua popularidade nas urnas no pleito eleitoral de2022.
Na verdade, Mauro Mendes e os poucos vereadores que o apoiam em Cuiabá, são os maiores interessados num 3º turno a base do famoso “tapetão” na capital. Não para o bem popular ou por serem os “paladinos da moralidade”, mas para tentar driblar as forças de oposição que enfrentam diretamente esse governo, criando uma cortina de fumaça para “invisibilizar” as suas muitas fragilidades para encarar de peito aberto as eleições de 2022.
Ratifico, “a urna é para os eleitores”, ou seja, a urna é para o POVO. E é desse POVO, é do popular, que o governador Mauro Mendes teme. Afinal ele nunca governou pelos mais pobres, nunca fez política real pelos mais pobres (visitar a “fila do ossinho” não é um bom exemplo de ação popular, é só mais uma ação oportunista e de cunho eleitoreiro e sem nenhum reconhecimento e resultado efetivo), mas agora ele sabe que precisa deles, do POVO, para tentar ser reeleito.
O mês de outubro é o mês do Servidor Público, e esse governo, o governo de Mauro Mendes, já é considerado o mais “sanguinário” no trato com os seus servidores em nosso estado, enquanto que o seu maior opositor, o prefeito Emanuel Pinheiro, recebeu nota de apoio e de solidariedade de sindicatos do próprio funcionalismo público estadual, que acompanham com indignação a perseguição tácita que o Prefeito de Cuiabá vem sofrendo pelo aparelho do governo estadual.
Fato! Mauro Mendes almeja ser reeleito em 2022 por W.O.Sendo assim, qual seria a melhor tentativa para isso acontecer?
Sem dúvidas, a melhor tentativa seria tirar do páreo uma das principais forças políticas do nosso estado e que vem fazendo um enfretamento “testa a testa” com Mauro Mendes, o Prefeito Emanuel Pinheiro. Mas veja que esse enfrentamento não está na arena do debate político, esse enfretamento está na arena popular, no trabalho que Pinheiro vem desenvolvendo pelo POVO e para o POVO, pela sua aproximação real com o POVO, uma marca e já um legado da sua gestão, afinal, Emanuel Pinheiro é um homem do POVO.
Enfim, respeito o voto direto neste país. Acho que o voto direto é uma das nossas principais conquistas no Estado Democrático de Direito. Sempre digo que prefiro o barulho das ruas e das divergências eleitorais. Agora, não respeito à“eleição indireta”, que propõe um processo de cassação ou de impeachment sem qualquer crime de responsabilidade.
Só existe um nome para essa conduta nos anais da história do nosso país: GOLPE!
Edmirço Batista de Souza
Servidor Público Municipal Aposentado
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Quando o crédito vira sobrevivência
Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.
Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.
O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.
Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.
Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.
Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.
Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.
Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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