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Lipedema: o que é, como afeta o corpo e como a dermatologia pode ajudar a tratar

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Por THAÍS NOGUEIRA

O lipedema é uma condição crônica e progressiva que atinge principalmente mulheres e é muitas vezes confundida com obesidade ou retenção de líquidos. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços, causando dor, sensibilidade ao toque, hematomas frequentes e um aspecto desproporcional do corpo. Embora tenha origem genética e hormonal, o diagnóstico ainda é subestimado — o que atrasa o início do tratamento adequado.

Na prática, o lipedema afeta não só a saúde física, mas também a autoestima, a mobilidade e a qualidade de vida das pacientes.

A boa notícia: a dermatologia tem um papel fundamental nesse processo

Embora o tratamento do lipedema exija uma abordagem multidisciplinar — com acompanhamento vascular, endocrinológico e nutricional — a dermatologia estética tem avançado muito nas terapias complementares, contribuindo significativamente para o controle dos sintomas, a melhora da dor e da aparência corporal.

Na nossa clínica, desenvolvemos um protocolo e para lipedema, que integra tecnologias avançadas, como o HIBRIUS — uma plataforma que combina radiofrequência, LED vermelho e lipocavitação de alta performance. Essa associação promove a redução do volume de gordura, melhora a textura da pele, estimula a drenagem linfática e ajuda no controle da dor.

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O tratamento é não invasivo, seguro e com resultados progressivos, especialmente quando associado a outras medidas médicas e nutricionais.

O olhar acolhedor da dermatologia

Mais do que aliviar os sintomas físicos, o nosso objetivo é proporcionar uma experiência de acolhimento e cuidado integral. Sabemos que o lipedema impacta diretamente na autoestima e no bem-estar emocional — por isso, nosso trabalho vai além da técnica: envolve escuta, planejamento individualizado e um ambiente em que cada mulher se sinta compreendida e respeitada.

Se você sente dor nas pernas, percebe um acúmulo desproporcional de gordura nos membros inferiores, hematomas frequentes ou desconforto estético e funcional, procure um diagnóstico especializado. O lipedema tem tratamento, e você merece viver com mais leveza, confiança e qualidade de vida.

Thaís Nogueira é dermatologista, especialista em dermatologia clínica, estética e tecnologias para a saúde da pele

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Quando o crédito vira sobrevivência

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Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.

Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.

O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.

O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.

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Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.

Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.

Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.

Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.

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Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.

Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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