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Análise: Fluminense cura ressaca do título com “totó” no Paysandu, mas perde chance de definir duelo

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No primeiro jogo após a conquista do Campeonato Carioca, o Fluminense curou rápido a ressaca do título e não deu brecha para a zebra em sua estreia na Copa do Brasil: contra o Paysandu no Maracanã na última quarta-feira, dominou a partida do início ao fim, fez 3 a 0 ainda no primeiro tempo e poderia ter sido mais para liquidar de uma vez a fatura no confronto (veja os melhores momentos no vídeo abaixo).

As substituições promovidas por Fernando Diniz no segundo tempo claramente indicavam a intenção: ao sacar até zagueiro para colocar atacante, o técnico queria abrir uma vantagem ainda maior para quem sabe se dar o luxo de poupar jogadores na partida de volta, em meio à maratona de jogos. Não deu certo. E aí fica a questão: apesar do abismo técnico entre as duas equipes, o 3 a 0 dá segurança de ir com um time alternativo jogar no Mangueirão lotado?

Sem dúvida que o 3 a 0 deixa o Fluminense bem perto da classificação para as oitavas de final, mas um ou dois gols a mais já deixaria a vaga muito bem encaminhada, independentemente do time que o Fluminense mandasse a campo no jogo de volta. E não faltou oportunidade para isso. O Tricolor jogou praticamente os 90 minutos atacando, muitas vezes com seus 10 jogadores de linha no campo de defesa do Paysandu.

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Assim como aconteceu na final do Carioca, o domínio técnico do Fluminense foi tão grande, que parecia até “totó” (“pebolim”, “Fla-Flu”, “futebol de mesa”… o nome varia de acordo com a região do país). A bola batia e voltava, batia e voltava… Os números ajudam a entender o “passeio”: 62% de posse de bola a 38%; 22 finalizações contra três do Paysandu, e oito chances de gol, enquanto o Papão da Curuzu não teve NENHUMA.

Conta comigo: o gol de cabeça de Nino aos 27; o gol de Keno sete minutos depois; o gol de Felipe Melo aos 41; o chute de Arias desviado no meio do caminho aos 46; no segundo tempo, teve a bola na trave de Cano aos 16; um chute fraco de Arias na área três minutos depois; uma chance cara a cara de Cano com o goleiro Thiago Coelho aos 20; e uma cabeçada torta de Alexandre Jesus, que subiu livre após cruzamento na segunda trave já nos acréscimos. Isso sem contar o pênalti não marcado em Lima no início do jogo.

E isso tudo sem Ganso em campo. O camisa 10 foi poupado por Diniz dessa partida, e Lima foi o escolhido como substituto. O meia entrou como titular e teve boa atuação, porém, mudou bastante a configuração da equipe. Sem o seu maestro, o time ficou menos criativo e mais combativo. Perdeu os lances de genialidade e ganhou em transpiração (tanto que coincidentemente os gols saíram de cruzamentos na área). Mas é uma opção para não ficar refém da “Gansodependência”.

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Cano perde chance cara a cara com o goleiro do Paysandu — Foto: Thiago Ribeiro / AGIF

Cano perde chance cara a cara com o goleiro do Paysandu — Foto: Thiago Ribeiro / AGIF

O problema é que as substituições na etapa final não mantiveram a mesma intensidade de quem saiu. A exceção é uma menção honrosa a John Kennedy, que voltou a ter chance com Diniz após voltar de empréstimo da Ferroviária-SP e infernizou os zagueiros. O time terminou com André na zaga, Guga na lateral esquerda, Alexandre Jesus na ala direita e dois meias de criação, Giovanni e Gabriel Pirani.

Os jogadores se reapresentam na tarde desta quinta-feira no CT Carlos Castilho, e agora mudando o foco para o Campeonato Brasileiro. O Fluminense estreia na Série A neste sábado, às 16h (de Brasília), contra o América-MG no Independência, em Belo Horizonte. Já o jogo de volta contra o Paysandu será no próximo dia 25, às 20h, no Mangueirão. O time tricolor poderá perder por até dois gols de diferença para se classificar.

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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