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Comissão de Mudança Climática da OAB promove discussão sobre litígios do clima

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão Especial de Mudanças Climáticas e Desastres Ambientais, em parceria com o Instituto Talanoa, promoveu, nesta quinta-feira (9/2), o “Encontro sobre Litígios Climáticos no Brasil”. Os litígios climáticos debatidos são os processos judiciais que buscam responder aos desafios impostos pela crise da mudança do clima, especialmente em relação ao cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris.

A presidente da Comissão Especial de Mudanças Climáticas e Desastres Ambientais da Ordem, Marina Gadelha, pontuou, durante a abertura, que mudança climática é uma discussão mais ampla do que se pensa comumente. “Dizer que mudança climática é meio ambiente faz sentido, também é. Mas não é exclusivamente meio ambiente. Estamos lidando com algo muito mais amplo, do qual temos todos os empréstimos das noções de direito ambiental, mas que não se limita a ele”, disse. 

Durante o evento, foi lançada a obra “Litigância climática — proposta para a avaliação da efetividade dos litígios climáticos no Brasil”. A pesquisa se debruçou sobre processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Justiça Federal do Amazonas, Rondônia, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Foram feitas, também, entrevistas com especialistas e litigantes. 

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O advogado e coordenador do projeto Litigância Climática do Instituto Talanoa, Fábio Ishiaki, apresentou a obra. A conclusão do trabalho fez uma proposta de ferramenta com o objetivo de contribuir para que o Estado brasileiro cumpra a obrigação de mitigação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) perante o Acordo de Paris. 

Questão de sobrevivência

O professor Carlos Nobre, climatologista reconhecido nacional e internacionalmente, também integrou o painel. Ele ressaltou que o planeta aqueceu cerca de 1,2° do século 19 até agora. “Pode parecer pouco, mas vários eventos diretamente associados com esta mudança ocorrida, como os eventos extremos estão muito mais frequentes, como chuvas intensas que causam desastres já aumentaram em 30%, ondas de calor cresceram muito. Isso sinaliza o risco que o planeta corre no médio e no longo prazo.” 

Segundo ele, se as emissões seguirem nos patamares atuais, por exemplo, no fim do século a temperatura global vai ter aumentado de 3,5°C a 5°C na média, e no Rio de Janeiro de 5°C a 6°C e a temperatura média deve passar de 43°C todos os dias. E estando na costa, recebendo também uma grande injeção de umidade. “Essa situação torna o Rio de Janeiro inabitável. A condição de temperatura e umidade não mais permitirá a sobrevivência do corpo humano, quando o corpo humano não consegue mais perder calor. Nunca a temperatura no planeta como um todo passou desses valores em toda a nossa evolução. Nós criaríamos a sexta grande extinção do planeta, e a primeira criada pelo homem. Esse é o risco e por isso a relevância de cumprir o Acordo de Paris”, enfatizou.

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Contexto social e mudanças climáticas

“Quando a gente está falando deste assunto, a gente também está falando de distribuição”, disse o advogado e professor Nauê Bernardo Dinheiro de Azevedo, se referindo ao contexto social de desigualdade que incide de forma diferente em diferentes grupos de pessoas e populações, como povos originários, países periféricos, parcelas racializadas, juventude. Marina Gadelha também ressaltou que 80% das pessoas que migram em razão de mudança climática são mulheres.

O encontro se deu de forma híbrida. Presencialmente,  os participantes se reuniram no 3º andar da sede do CFOAB, em Brasília. Mas os debates ficam disponíveis também por meio do canal oficial da OAB Nacional, neste link

Fonte: OAB Nacional

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Aulão jurídico on‑line une defesa criminal e solidariedade em apoio ao Abrigo João de Deus

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O advogado criminalista e professor Lucas Sá Souza promove no dia 22 de dezembro um aulão solidário on‑line sobre Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais, com toda a arrecadação destinada ao Abrigo João de Deus. A iniciativa busca combinar capacitação jurídica com ação social, abrindo espaço para participação de profissionais de todo o país.

Pela primeira vez ministrado exclusivamente em formato virtual, o evento permite que advogados e estudantes de diferentes regiões acompanhem as palestras sem deslocamento. O modelo também visa ampliar o alcance da arrecadação, mantendo o objetivo de impactar diretamente a comunidade acolhida pelo abrigo.

“Além de ser a especialidade do nosso escritório, Sá Souza Advogados, é um assunto importantíssimo para a advocacia criminal, que sempre está em defesa da liberdade nos Tribunais. Pela primeira vez será realizado exclusivamente na modalidade on‑line, pois foi um pedido expresso de muitos colegas advogados de outros lugares do Pará e do Brasil, que sempre querem participar, mas terminavam impossibilitados”, afirma Lucas Sá Souza.

O histórico da mobilização mostra o compromisso do escritório com a causa social: desde 2022, o apoio ao Abrigo João de Deus se mantém ativo. Em 2025 um evento anterior resultou na doação de mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis ao abrigo. A expectativa agora é ampliar esse resultado e reforçar o impacto da ação beneficente.

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“Realizamos este apoio ao abrigo desde 2022, pois entendemos que isso integra a missão social do escritório e também é uma forma de retribuirmos o tanto que recebemos da sociedade. Quanto à expectativa de público e de arrecadação, estou curioso, pois no último que fizemos, arrecadamos mais de uma tonelada de alimentos para o abrigo”, ressalta o advogado.

Inscrições e participação

Interessados devem enviar um e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com , manifestando interesse. A equipe do escritório Sá Souza Advogados enviará as instruções para contribuição via pagamento de R$ 50 ou doação de 10 kg de alimentos não perecíveis.

Serviço

Data: segunda‑feira, 22 de dezembro

Tema: Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais

Formato: 100% on‑line

Investimento: R$ 50 ou 10 kg de alimentos não perecíveis

Inscrições: enviar e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com

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