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Seminário da OAB debate sobre a desinformação na democracia

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A ponderação entre liberdade de expressão e a dificuldade de enfrentar os problemas gerados pela desinformação foram tema de debate durante o seminário “Defesa da Liberdade de Expressão no Estado de Direito”. O evento foi promovido pelo Conselho Federal da OAB, por intermédio da Comissão Especial de Defesa da Liberdade de Expressão, nesta quarta-feira (31/8).

No painel “Liberdade de expressão e desinformação”, importantes nomes do jornalismo brasileiro, bem como do campo jurídico, refletiram a respeito do impasse posto entre garantir a liberdade de expressão ao mesmo tempo em que se controla os danos provocados à própria democracia pela disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e atentados ao Estado Democrático de Direito. 

Primeiro a falar, o jornalista da Folha de S.Paulo Ranier Bragon afirmou que, com a ascensão de líderes da extrema-direita em vários países do mundo, esse paradoxo voltou a ser uma questão: “Qual é o limite da liberdade de expressão? Há uma crítica que é feita que segue a linha de censura, no campo da imprensa. E quem formaria o conselho de notáveis que decidiria o que é bom, publicável?”, questionou ele.  

Para ele, o jornalismo deve ponderar considerar alguns pontos, com base na premissa de que o primeiro compromisso do jornalista é com a verdade. “É preciso ter um critério qualificado sobre o que publicar e a quem dar voz. A imprensa não pode transpor para a situação fácil de ouvir todos os lados pela liberdade de expressão. Pontos como homofobia têm que ser tratados de forma clara, sem recorrer a muleta do controverso. Manifestações que são sabidamente inverídicas é dever do jornalista publicar afirmando que aquilo não tem base, como o terraplanismo. E não transferir ao terreno da polêmica”, disse. 

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Fernando Rodrigues, fundador do portal Poder 360, demonstrou preocupação a respeito do tema. “A liberdade de expressão toma contornos diferentes a depender de quem a interpreta, dos contextos sociais e políticos do país. E nós, no Brasil, ainda estamos na infância da democracia. Foi muito bem dito que é muito difícil dizer o que é verdade, e quem vai definir o que é válido. Tem de resistir a algumas manias de fazer uma lei para qualquer coisa, regular tudo. As pessoas têm que ter o direito de falar os maiores absurdos sem serem perseguidas”, pontuou. 

O diretor jurídico das Organizações Globo, Antonio Claudio Ferreira Netto, lembrou que trabalha com a matéria há anos e, assim, pode observar a evolução da jurisprudência e o tratamento que o nosso sistema judicial dá à liberdade de imprensa e de expressão. “Posso dizer que, com todos os percalços que a gente vive, nunca tivemos um período de tanta liberdade de expressão e informação. E é preciso enfatizar que essa condição não pode ser dada como certa. Quem é mais jovem não sabe o que é viver num momento em que você não pode se expressar, porque é censurado, tem medo das consequências”, disse.

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Por fim, o membro honorário vitalício e presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, ressaltou que uma democracia não existe sem, basicamente, dois pilares. “Acesso a bens de vida, igualdade, inclusão, diversidade, pluralidade são todos temas fundamentais para esse sistema de governo. Mas dois são garantidores inclusive para esses pontos: a liberdade de imprensa e de expressão do pensamento e a independência entre os Poderes. As garantias fundamentais não são apenas para os que defendem os meus valores, para os meus amigos. As garantias fundamentais existem especialmente para os meus adversários”, discorreu.

Fonte: OAB Nacional

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Aulão jurídico on‑line une defesa criminal e solidariedade em apoio ao Abrigo João de Deus

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O advogado criminalista e professor Lucas Sá Souza promove no dia 22 de dezembro um aulão solidário on‑line sobre Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais, com toda a arrecadação destinada ao Abrigo João de Deus. A iniciativa busca combinar capacitação jurídica com ação social, abrindo espaço para participação de profissionais de todo o país.

Pela primeira vez ministrado exclusivamente em formato virtual, o evento permite que advogados e estudantes de diferentes regiões acompanhem as palestras sem deslocamento. O modelo também visa ampliar o alcance da arrecadação, mantendo o objetivo de impactar diretamente a comunidade acolhida pelo abrigo.

“Além de ser a especialidade do nosso escritório, Sá Souza Advogados, é um assunto importantíssimo para a advocacia criminal, que sempre está em defesa da liberdade nos Tribunais. Pela primeira vez será realizado exclusivamente na modalidade on‑line, pois foi um pedido expresso de muitos colegas advogados de outros lugares do Pará e do Brasil, que sempre querem participar, mas terminavam impossibilitados”, afirma Lucas Sá Souza.

O histórico da mobilização mostra o compromisso do escritório com a causa social: desde 2022, o apoio ao Abrigo João de Deus se mantém ativo. Em 2025 um evento anterior resultou na doação de mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis ao abrigo. A expectativa agora é ampliar esse resultado e reforçar o impacto da ação beneficente.

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“Realizamos este apoio ao abrigo desde 2022, pois entendemos que isso integra a missão social do escritório e também é uma forma de retribuirmos o tanto que recebemos da sociedade. Quanto à expectativa de público e de arrecadação, estou curioso, pois no último que fizemos, arrecadamos mais de uma tonelada de alimentos para o abrigo”, ressalta o advogado.

Inscrições e participação

Interessados devem enviar um e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com , manifestando interesse. A equipe do escritório Sá Souza Advogados enviará as instruções para contribuição via pagamento de R$ 50 ou doação de 10 kg de alimentos não perecíveis.

Serviço

Data: segunda‑feira, 22 de dezembro

Tema: Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais

Formato: 100% on‑line

Investimento: R$ 50 ou 10 kg de alimentos não perecíveis

Inscrições: enviar e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com

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