MATO GROSSO
11º Semiágua começa com minicurso sobre Segurança de Barragens
MATO GROSSO
A programação do 11º Seminário Estadual de Recursos Hídricos (Semiágua) começou neste domingo (11/12), com o minicurso sobre Segurança de Barragens, Teste de Vazão para Outorga Subterrânea e apresentação de trabalhos. O evento, com encerramento nesta quarta-feira (14/12), é realizado na Faculdade de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Fatec/Senai-MT), localizada no bairro do Porto, em Cuiabá.
A engenheira civil e sanitarista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Maria de Fátima Souza Cardoso, abriu a programação apresentando aspectos da Política Nacional de Segurança de Barragens, disposta na Lei 12.334/2010. Ela avalia que os esclarecimentos são importantes para empreendedores e responsáveis técnicos, por se tratar de uma área nova.
Já o engenheiro sanitarista da Sema-MT, Fernando de Almeida Pires, apresentou o passo-a-passo para que sejam preenchidos os Termos de Referência para cadastro e outorga de uso da água. “Também abordamos os principais erros dos processos e suas dificuldades, para explicar como eles devem chegar para que seja rápido a obtenção da classificação e para nós procedermos as análises”, explica.
Mato Grosso já cadastrou mais de 280 barragens no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), que classifica as barragens por categoria de risco e dano potencial associado.
Edemar Pinho Vilas Boas, engenheiro agrônomo da Sema-MT, falou sobre a próxima etapa após a classificação da barragem, que é a necessidade de inspeções periódicas. “Entendemos que inspeções devem ser feitas tanto com algum evento adverso quanto com regulares, que devem gerar um relatório com parecer conclusivo e informado ao órgão ambiental. A intenção é prepará-los para que se atentem a esta obrigação”, conta.
No período vespertino, o geólogo pela Universidade de São Paulo (USP), Ivanir Borella Mariano, referência por seus trabalhos como consultor de grandes empreiteiras e mineradoras do Brasil e de outros países, proferiu a capacitação sobre Teste de Vazão. Ele mostrou dicas práticas sobre como fazer um bom teste de vazão e dimensionamento de bombas, além de problemas voltados à outorga de água subterrânea.
11º Semiágua
Com cerca de 350 inscritos, o evento é organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). O encontro discute assuntos relevantes sobre recursos hídricos e seus desafios, buscando oportunizar a integração dos atores sociais envolvidos nesta temática. O evento é aberto à sociedade e o público alvo são os integrantes do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, pesquisadores, estudantes e profissionais da área.
O evento acontece na Faculdade de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (FATEC/SENAI MT). Serão realizados minicursos, apresentações de trabalhos, mesas redondas e palestras.
Entre os assuntos debatidos estão Segurança de Barragens, Evolução da Gestão de Recursos Hídricos no Brasil, Gestão de Conflitos, Experiências dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso, Monitoramento da Qualidade da Água e Monitor de Secas e 25 anos da Gestão de Recursos Hídricos de MT.
A programação completa e outras informações podem ser acessadas CLICANDO AQUI.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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