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A pedido de Raoni, governador vai trabalhar para construir o asfalto na MT-322

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A pedido do cacique Raoni Metuktire, o governador Mauro Mendes se comprometeu a buscar a resolução de pendências burocráticas para que o Governo do Estado possa fazer asfalto na MT-322, dentro de área indígena.

O compromisso foi assumido na tarde desta terça-feira (28.06), após reunião com Raoni e diversas lideranças indígenas no município de Peixoto de Azevedo.

De acordo com Raoni, que é uma das maiores lideranças indígenas do país, o asfalto dentro das reservas Maraiwatsede e do Parque do Xingu é uma demanda de toda a comunidade que vive nesses locais.

“Para os índios e não índios, estou com o governador tratando do asfalto da MT-322 até a beira do rio, dos dois lados do rio, dentro da aldeia. Queremos o asfalto”, afirmou Raoni.

Mauro Mendes afirmou que, por se tratar de área indígena, é necessário que o projeto do asfalto passe por trâmites em órgãos federais. Porém, ele se comprometeu a trabalhar para viabilizar os projetos e, com isso, o Governo poder construir o tão sonhado asfalto.

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“O Cacique Raoni está pedindo para o Governo fazer o asfalto até a beira do rio. A única coisa que ele não concorda, é com a ponte. Querem que deixe uma balsa, que eles cobram pedágio. Eles querem asfalto, pois isso traz qualidade de vida para eles também. Cacique, você tem o meu compromisso que vamos trabalhar para vencer os obstáculos e poder fazer esse asfalto”, pontuou.

Para Mauro Mendes, é dever do Governo respeitar e apoiar a vontade dos indígenas nas ações que possam melhorar a vida deles.

“A vontade dos indígenas tem que ser respeitada. E nós vamos trabalhar para que a vontade dos indígenas seja respeitada, e não de ONGs lá fora que ficam dando pitaco sobre o nosso país”, concluiu.

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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