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Acidente com avião: Corpo do piloto foi encontrado a 10 metros dos destroços

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O piloto Selbi Halei Matiello, de 44 anos, que morreu na manhã de sábado (8) após o avião de pulverização que pilotava cair em uma região de mata em Nova Ubiratã, foi arremessado a mais de 10 metros da aeronave com o impacto da queda.

De acordo com a Polícia Civil, tamanha foi a força da batida que várias peças foram encontradas espalhadas e distantes da aeronave.

Selbi trabalhava realizando a pulverização de veneno em uma plantação de soja na fazenda Sabiá. 

Segundo o dosador de veneno, que abastecia a aeronave para a pulverização, aquele não foi o primeiro voo do dia.  

Ele percebeu, por volta das 8h30, que o piloto não retornou da pulverização. Em seguida, via rádio, acionou o gerente da fazenda e começaram as buscas.  

Em determinado momento, os funcionários da fazenda encontraram no talhão de soja peças da fuselagem do avião. Ao entrar na mata, foram encontradas mais peças. Adentrando ainda mais na mata, foram vistos uma das asas da aeronave e os seus destroços.  

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O corpo do piloto foi jogado para fora da cabine, a cerca de 10 metros de distância dos destroços. Ele morreu ainda no local.

O avião de um vizinho chegou a ser usado pelos funcionários durante as buscas. Quando o grupo encontrou os destroços, a Polícia Militar do Distrito de Água Limpa foi acionada. 

A Politec (Perícia Oficial de Identificação Técnica) realizou os procedimentos de perícia no local. A Polícia Civil investiga o caso.

O corpo de Selbi foi velado na Capela Mortuária Melania Khun na noite de domingo (9) e seu corpo foi enterrado no Cemitério de Terra Nova do Norte, na manhã desta segunda (10).

Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a perda.

Deus e a espiritualidade amiga possam acalentar e confortar toda a família e nós amigos. Amigos agricolinos de luto. Abraço fraterno para a família. Em nome da turma de São Vicente de 96/99 sentimos muito”, diz uma das publicações.

 

FONTE/REPOST: Liz Brunetto – MIDIANEWS

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

Leia Também:  Por que a tomada de Chernobyl pela Rússia coloca o mundo em alerta Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/mundo/noticia/2022/02/24/por-que-a-tomada-de-chernobyl-pela-russia-coloca-o-mundo-em-alerta.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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