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Acrismat fortalece suinocultura com missão técnica ao berço da Suinocultura no Brasil

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) promoveu visita técnica à Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia (SC), reunindo produtores e representantes do setor em uma agenda voltada à atualização técnica, inovação e fortalecimento da atividade suinícola.

A programação foi marcada por apresentações e debates com pesquisadores da instituição, referência nacional em pesquisa aplicada à produção animal, abordando temas estratégicos como sanidade, biosseguridade, sistemas de produção e sustentabilidade.

Um dos destaques foi o debate sobre gestão de dejetos e uso eficiente de recursos naturais. Segundo o pesquisador sênior, Airton Kunz, o setor já conta com diferentes rotas tecnológicas para o tratamento de resíduos, com foco no aproveitamento energético e na redução de impactos ambientais.

“Estamos trabalhando com processos de tratamento de dejetos da produção animal de maneira geral. A lógica é termos alternativas para recuperar o biogás, tratar os efluentes, recuperar nutrientes e fazer o reuso da água”, destacou.

O pesquisador também enfatizou a importância do uso racional da água nos sistemas produtivos. “A água será uma commodity do futuro dentro da produção animal. Precisamos investir em estratégias que permitam racionalizar e reutilizar esse recurso, reduzindo a captação em rios e poços”, completou.

Outro tema de relevância foi a destinação adequada de animais mortos nas granjas. De acordo com o chefe geral Everton Krabbe, o manejo incorreto pode representar riscos sanitários significativos.

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“Os animais mortos podem atrair moscas e outros vetores capazes de disseminar doenças. Estudos já comprovam a presença de vírus de interesse zootécnico nesses insetos”, alertou.

Entre as alternativas apresentadas, destacam-se soluções acessíveis como a compostagem de animais inteiros, além do uso de biodigestores para geração de biogás. “O mais importante é que o produtor compreenda que animais mortos não podem permanecer próximos aos animais saudáveis. O destino correto e ágil é fundamental para a biosseguridade da propriedade”, reforçou.

A visita também trouxe uma abordagem ampla sobre sanidade e organização dos sistemas produtivos. Conforme a pesquisadora destacou Jalusa Kich, a biosseguridade deve ser encarada como uma oportunidade estratégica para o crescimento da suinocultura.

“Discutimos conceitos de sanidade, diferenças entre sistemas de produção e, principalmente, a importância da biosseguridade como diferencial competitivo. Regiões com menor densidade produtiva, como Mato Grosso, possuem vantagens sanitárias importantes para expansão da atividade”, afirmou.

O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destacou a importância de realizar a missão técnica em Santa Catarina, estado reconhecido como referência nacional na produção suinícola tecnificada.

“Estar em Santa Catarina, que é o berço da suinocultura tecnificada no Brasil, permite que nossos produtores tenham contato direto com as melhores práticas, tecnologias e modelos produtivos consolidados. Essa troca de conhecimento é fundamental para que possamos avançar com mais segurança, eficiência e competitividade em Mato Grosso”, afirmou.

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Para a Acrismat, a aproximação com instituições de excelência como a Embrapa reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento sustentável e competitivo da suinocultura mato-grossense.

A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à capacitação dos produtores e à disseminação de tecnologias que contribuam para o fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando oportunidades e elevando o padrão sanitário e produtivo do setor.

Participaram da visita técnica o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, o médico veterinário Junio César Santos, Jair Kreibich, os suinocultores Jorge Augusto Salles, Gilmara Forquezatto, Raquel Martelli, Marcel Sachetti, o coordenador de inteligência de mercado do Imea, Rodrigo Silva, o gestor de projetos do Fórum Agro MT, Carlos Bolzan, o diretor de relações institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, a médica veterinária e fiscal de sanidade suídea do Indea-MT, Daniela Schettino, a superintendente de agronegócio e Energia da Sedec-MT, Camila Vez Batti, Fiscal Agropecuária da Sedec Milene Vidotti e o diretor presidente da Invest MT, Mirael Praeiro.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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