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Acrismat repudia declarações do CEO do Carrefour :”O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente”

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) emitiu uma nota de repudia na tarde desta quinta-feira (21), contra as declarações do CEO do Carrefour da França, que anunciou que o grupo não comprará mais carnes provenientes do Mercosul. Tal posicionamento mostra mais uma vez que o protecionismo econômico, disfarçado muitas vezes de protecionismo ambiental, principalmente de países da União Europeia, querem interferir diretamente no potencial produtivo do setor agropecuário brasileiro.

Assim como a moratória da soja, a Lei antidesmatamento, que tenta ser imposta pela UE aos produtores brasileiros, ignora nosso código florestal e desrespeita a soberania da legislação brasileira.

“O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. Em Mato Grosso, por exemplo, os produtores rurais preservam mais de 67% de suas áreas. Na região da Amazônia os produtores são obrigados por lei a manter 80% de sua área preservada”, aponta a entidade.

O mundo inteiro sabe do comprometimento com a eficiência e a sustentabilidade que os produtores brasileiros possuem, e mesmo com uma das legislações mais rígidas do mundo, conseguimos produzir com qualidade e eficiência.

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As restrições à importação de produtos agropecuários brasileiros nada mais é que barreiras comerciais disfarçadas para proteger o mercado europeu. Não podemos mais aceitar isso. Somos o celeiro do mundo e responsável por produzirmos grande parte dos alimentos que chegam à mesa de pessoas do mundo inteiro.

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína do mundo, e Mato Grosso é o quinto maior produtor da proteína no país.

A Acrismat reitera sua posição de não aceitar regulamentações que ignorem nossos avanços ambientais e sociais, ao impor restrições desproporcionais a produtos brasileiros. Nosso setor produtivo é um pilar da sustentabilidade global e já alcança altos padrões, refletindo nosso compromisso com um comércio justo e ambientalmente responsável.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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