MATO GROSSO
Agricultores do Distrito de Aguaçu aprendem sobre áreas degradadas e recebem mudas para plantio
MATO GROSSO
Técnicos do escritório metropolitano da Empaer Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) realizaram um ciclo de palestras e capacitação na área ambiental para agricultores do Assentamento Mineira, no Distrito de Aguaçu, em Cuiabá. As famílias são assistidas pelo Programa REM (do inglês, REDD para Pioneiros) e as atividades são resultado de um diagnóstico das principais demandas apontadas pela comunidade.
Durante o encontro, realizado na semana passada, os agricultores também tiraram dúvidas quanto ao uso, armazenamento e o descarte das embalagens dos defensivos agrícolas, bem como a recuperação de áreas degradadas com plantio de mudas.
A produtora rural Alessandra Conceição de Souza destacou a importância de aprender sobre os limites de uma Área de Preservação Permanente (APP) e da importância de preservação das nascentes. “Agora nós compreendemos a importância de proteger APP como forma de manter os recursos hídricos, ou seja, a água na propriedade e ainda evitar o processo de erosão de rios e córregos”.
Na palestra sobre recuperação de área degradadas, o técnico da Empaer, Lucas Stevão da Silva Freire, destacou a importância do plantio de espécies frutíferas nativas do cerrado. “Elas atraem e alimentam a fauna e são disseminadas naturalmente pelos animais”.
Foram distribuídas 100 mudas de espécies nativas para serem plantadas nas propriedades para que possam restaurar biodiversidade local, afetada pelos incêndios florestais. Sobre o uso adequado de defensivos, os agricultores ouviram a estudante de Agronomia, em estágio, Fernanda Guedes, que mostrou a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de forma correta e assim evitar intoxicação.
“Outro detalhe importante é fazer o cadastrado no sistema junto ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) ao adquirir esses produtos. Para o descarte correto, tem que se fazer a tríplice lavagem, furando as embalagens e devolvendo em local indicado pelas empresas de venda”, ensino a palestrante.
Para o mês de março, os agricultores do Assentamento Mineira receberão capacitação na área de fruticultura.

Empaer leva informações sobre produção sustentável para agricultores do Assentamento Mineira, no Distrito de Aguaçu, em Cuiabá
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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