PARA PAGAR DÍVIDAS
AL sugere que Governo assuma definitivamente a Santa Casa
CIDADES
Um encontro na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta quarta-feira (14) buscou saídas para viabilizar o pagamento das dívidas da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá com 910 ex-empregados.
Os valores atualizados giram em torno de R$ 48,2 milhões e são, em sua quase totalidade, relativos a verbas rescisórias não quitadas, como saldo de salários, férias, 13º e FGTS.
A reunião na Casa de Leis mato-grossense é resultado direto dos esforços empreendidos pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT), por meio da Secretaria de Apoio à Efetividade da Execução, para viabilizar o pagamento desse débito.
Além da presença da Justiça do Trabalho, o encontro na AL contou com a participação de vários deputados estaduais, representantes do Poder Executivo, sindicatos e dos próprios trabalhadores.
A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá encerrou suas atividades em março de 2019 após uma grave crise financeira que deixou, inclusive, os funcionários sem receber por cerca de sete meses. Em maio do mesmo ano, o Governo do Estado assumiu as instalações do hospital por meio de uma requisição administrativa e o local passou a funcionar como uma unidade estadual.
Desde então, o Poder Executivo já repassou cerca de R$ 22 milhões pelo uso da estrutura. Como acordado em audiências anteriores no TRT, esse valor foi usado para quitar os salários atrasados e outras verbas trabalhistas. Todavia, os recursos foram insuficientes para pagamento integral dos débitos.
Com a proximidade do término das obras Hospital Central e do Hospital Universitário Júlio Müller, ambos em Cuiabá, o Governo do Estado indicou que vai devolver as instalações para a entidade filantrópica que geria a Santa Casa. A perspectiva é que isso ocorra em meados de 2024.
Propostas
Os debates na Assembleia Legislativa apontaram para incapacidade da antiga administração gerir novamente o hospital e pagar os débitos existentes.
Também destacaram a importância histórica da Santa Casa, fundada no século 19 e que tem a fachada tombada como patrimônio histórico.
Sugeriu-se, apesar da notícia de que as instalações devam ser devolvidas, que o Governo do Estado assuma em definitivo o local para que continue a funcionar como um hospital estadual.
Com isso a ideia é usar os recursos da aquisição do local, seja por meio da desapropriação ou de outra modalidade, para o pagamento dos débitos trabalhistas.
Os deputados se comprometeram a, nas próximas semanas, fazer novas reuniões, inclusive com o Poder Executivo, para avançar na proposta.
O presidente da casa, deputado Eduardo Botelho, disse, a exemplo do que foi feito no passado, que a Assembleia Legislativa está disposta a contribuir financeiramente com uma solução. Em 2019, o legislativo estadual fez algo semelhante ao destinar R$ 3,5 milhões do seu duodécimo para viabilizar a quitação dos salários atrasados dos trabalhadores.
“A intenção é que o Estado, entre aspas, compre a Santa Casa, tome a frente e, com o valor dessa aquisição, consigamos pagar os créditos trabalhistas”, explicou a juíza auxiliar da Execução do TRT, Eliane Xavier.
A magistrada disse que enquanto essas tratativas são feitas, o TRT irá abrir diálogo com os trabalhadores para conseguir um deságio nos créditos que eles possuem junto à Santa Casa para viabilizar um possível acordo. “Nós já estamos na reta final, já chegamos na execução, e o que estamos tentando é a conciliação, que cada parte ceda um pouco dentro desse contexto para alcançarmos um denominador comum”.
Ao falar com a imprensa, o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, citou que assumir as instalações não está nos planos do Governo, dado a conclusão das obras do Hospital Central e do Hospital Júlio Muller.
Todavia, disse que o Poder Executivo se mostra sensível à situação dos empregados. “Nós assumimos a Santa Casa sabendo dessa preocupação. O Estado, dentro da legalidade, dentro do que for juridicamente possível, vai compor, vai buscar uma solução para resolver esse problema”.
CIDADES
Educação em pauta: vereador Alex Rodrigues se reúne com dirigentes da FACEIB para discutir futuro do ensino em Cuiabá
A educação esteve no centro das discussões em uma reunião realizada entre o vereador Alex Rodrigues e representantes da Faculdade do Centro Educacional Interdisciplinar do Brasil. O encontro teve como objetivo discutir caminhos e possíveis parcerias para fortalecer o ensino e ampliar oportunidades educacionais em Cuiabá.
Participaram da reunião o diretor acadêmico da instituição, professor Me. Tony José de Souza, e o diretor-presidente, professor Dr. José Olímpio dos Santos.
Durante a conversa, foram debatidas propostas voltadas ao desenvolvimento educacional da capital, incluindo iniciativas que incentivem a formação profissional, a inovação no ensino e o fortalecimento das instituições educacionais.
Parcerias para ampliar oportunidades
Segundo os participantes, a aproximação entre o poder público e as instituições de ensino é considerada estratégica para ampliar o acesso à educação de qualidade e criar novas oportunidades de formação para a população.
O vereador Alex Rodrigues destacou a importância de manter um diálogo permanente com universidades e centros de ensino. A proposta é construir iniciativas conjuntas que possam contribuir para o desenvolvimento social e econômico da cidade, além de preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho.
Para os representantes da FACEIB, a cooperação com o poder público pode impulsionar projetos educacionais que tragam impacto direto na comunidade, ampliando programas de formação e incentivando novas metodologias de ensino.
Educação como motor de desenvolvimento
A reunião reforçou a ideia de que o investimento em educação é um dos pilares para o crescimento sustentável de Cuiabá. A troca de experiências entre gestores públicos e educadores pode resultar em políticas e projetos capazes de transformar a realidade de milhares de estudantes.
Ao final do encontro, os participantes ressaltaram que o fortalecimento da educação passa pelo diálogo constante, planejamento estratégico e compromisso coletivo com o futuro da cidade.