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Alex Rodrigues consegue trocar de partido e deixa o PV rumo ao Podemos em Mato Grosso

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O vereador por Cuiabá Alex Rodrigues oficializará neste sábado, 07 de março, sua saída do Partido Verde (PV) para se filiar ao Podemos. O ato de filiação será realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, marcando um novo capítulo na trajetória política do parlamentar após um período de tensão dentro da antiga sigla.

A mudança ocorre após divergências políticas internas que, segundo o próprio vereador, tornaram inviável sua permanência no partido.

Alex Rodrigues explicou que o rompimento começou ainda no início da atual gestão municipal, quando decidiu integrar a base de apoio do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, posição que não teria sido bem recebida pela direção do PV.

De acordo com o vereador, o cenário se agravou após ele ser retirado da liderança partidária sem aviso prévio. “O primeiro passo foi eu ter virado base do prefeito Abilio, coisa que o partido não queria. Depois veio a situação de me tirar da liderança sem comunicado, sem conversa. O relacionamento político ficou insustentável”, afirmou.

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Apesar das divergências, Alex fez questão de destacar que mantém relação pessoal amistosa com o presidente estadual do Partido Verde em Mato Grosso, José Roberto Stopa. “Deixando claro que o relacionamento pessoal continua, tenho amizade com o Stopa, mas politicamente ficou muito desgastado”, completou.

 

Podemos surge como projeto de crescimento político

Segundo o vereador, a escolha pelo Podemos foi estratégica e está ligada ao cenário de expansão da legenda no estado. Ele avalia que o partido vive um momento de fortalecimento, com a chegada de novas lideranças políticas e mudanças nas bancadas municipais.

Alex afirma que o Podemos deve se consolidar como uma das maiores forças políticas de Mato Grosso, especialmente na Câmara Municipal de Cuiabá. “É um partido que vai crescer muito no estado, agregando lideranças, deputados e prefeitos. Podendo eleger até seis deputados estaduais nas eleições de 2026.”

A expectativa, segundo ele, é que a legenda amplie sua influência política já nos próximos meses, tornando-se peça central nas articulações locais.

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A saída de Alex Rodrigues do PV acontece em meio a um período de rearranjos partidários na capital mato-grossense, com vereadores migrando entre siglas de olho nas eleições futuras e na reorganização das bases políticas.

Nos bastidores, a troca é vista como um movimento que vai além de uma simples filiação, refletindo disputas internas, alinhamentos com o Executivo municipal e a busca por maior espaço político dentro das legendas.

A filiação no próximo sábado deve reunir lideranças estaduais e municipais, simbolizando não apenas a chegada do vereador ao novo partido, mas também o fortalecimento do Podemos no cenário político local.

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TJMT concede essencialidade de maquinários agrícolas mesmo após término do período de blindagem 

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A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através de julgamento unanime, decidiu que a proteção de bens essenciais à atividade rural pode subsistir, mesmo após o término do chamado stay period — período de suspensão das ações e atos de expropriação previsto na Lei de Recuperação Judicial.

O julgamento ocorreu no âmbito de um agravo de instrumento envolvendo empresa Martelli Agroindustrial, em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 244 milhões, e tratou da possibilidade de constrição de maquinários agrícolas indispensáveis à produção da safra 2025/2026.

Ao reformar decisão de primeiro grau, o TJMT reconheceu que o encerramento do stay period não retira automaticamente a competência do juízo da recuperação judicial para analisar a essencialidade dos bens e decidir sobre medidas constritivas.

Na prática, o Tribunal entendeu que a competência do juízo recuperacional permanece até o encerramento formal do processo e os bens essenciais à atividade econômica não podem ser retirados quando isso comprometer a continuidade da atividade.

A decisão também suspendeu medidas de busca e apreensão sobre tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos considerados fundamentais para a manutenção da produção agrícola.

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O processo foi conduzido pela banca de advogados do Grupo ERS, que analisam a medida como “um avanço no entendimento que a análise da essencialidade dos bens deve priorizar a preservação da atividade econômica e ainda, reforça o papel da Assembleia Geral de Credores como espaço para deliberação sobre medidas que impactam diretamente o sucesso da recuperação”, explica a advogada, Ranielly Chagas.

Além disso, o entendimento sinaliza que medidas de execução individual devem ser analisadas com cautela quando houver risco de inviabilizar a atividade produtiva, mesmo em situações envolvendo créditos extraconcursais.

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