MATO GROSSO
Alunos brasileiros de Medicina no Paraguai iniciaram esquema
MATO GROSSO
LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO
As investigações da Polícia Federal revelaram que o esquema internacional de compra e venda de medicamentos irregulares e falsos, com sede em Cuiabá, teve início com brasileiros que estudavam Medicina no Paraguai.
“Eles foram os primeiros que a investigação mostrou que traziam esses medicamentos, a partir de fornecedores paraguaios em Pedro Juan Caballero. Eles os traziam do País vizinho para Campo Grande (MS) e ali distribuíam para todo o território nacional”, explicou o delegado Jorge Vinícius Gobira Nunes.
Os medicamentos chegavam a Campo Grande e eram pulverizados em distribuidoras, algumas sem autorização da Anvisa. A partir dessas distribuidoras os medicamentos chegavam à clinicas e hospitais particulares e públicos em todo o País. O líder do esquema, no entanto, é um empresário de Cuiabá, que foi preso.
O esquema foi investigado na Operação Autoimune, deflagrada nesta quinta-feira (17), e é um desdobramento da Operação Miastenia, deflagrada em agosto deste ano.
A partir da perícia de uma carga apreendida em Campo Grande, foram descobertos os medicamentos falsos. À época os celulares e computadores revelaram um esquema de proporções maiores do que o imaginado.
A empresa que importou os medicamentos em questão estava sediada em Cuiabá, dando início à nova investigação.
Entenda o esquema
De acordo com o delegado Gobira, a organização era esquematizada em 4 diferentes núcleos principais.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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