MATO GROSSO
Após ação das Forças de Segurança de MT, rodovias estão liberadas
MATO GROSSO
Sobre as interdições realizadas por manifestantes na noite de domingo (08.01), em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) informa que:
1. Neste momento, não há mais nenhuma interdição ao longo da BR-163. Todos os bloqueios foram liberados na noite de ontem (Guarantã do Norte, Matupá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum) pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, contando com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. A ação foi coordenada pelo Gabinete de Crise, que é formado por todas as Forças de Segurança do Estado;
2. As Forças de Segurança também já liberaram a BR-174, na região Noroeste, próximo a Castanheira;
3. As Polícias Judiciária Civil e Federal, estão apurando a autoria e materialidade dos eventuais crimes correlatos às ações, principalmente no episódio contra o patrimônio público da ponte sob o Rio Verde, em Lucas do Rio Verde;
4. Vale destacar que o Governo de Mato Grosso não compactua com movimentos que impedem as garantias de direitos e o ir e vir das pessoas e de atos de vandalismo. O Governo reafirma que vai continuar cumprindo as leis e a Constituição Federal.


Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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