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Após ser cassado pelo TSE, Neri poderá ter candidatura barrada

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Cassado e declarado inelegível por oito anos de maneira unânime pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na semana passada, o deputado federal e candidato ao Senado Neri Geller (PP) continuará sua campanha em meio a um clima de insegurança.

Isso porque ele segue na disputa sub judice, ou seja, dependendo de decisões judiciais para ter sua candidatura formalmente reconhecida.

Na pior das hipóteses, ele poderá ter sua candidatura barrada a qualquer momento da campanha ou, em caso de vitória, poderá ter o mandato cassado – com a convocação de uma eleição suplementar.

“Tudo dependerá da reversão da cassação. Porque se não conseguir reverter, ele é declarado inelegível. E, se vencer as eleições, os votos ficam congelados”, afirmou o advogado  Rodrigo Cyrineu, especialista em Direito Eleitoral.

“Ocorre que ele disputa no sistema majoritário. E, de acordo com entendimento sufragado pelo Supremo Tribunal Federal, não tem como chamar o segundo colocado. Então, se ele ganha as eleições, e não tiver como reverter [a possível cassação], teremos eleição suplementar ao Senado”, esclareceu.

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Neri foi cassado por abuso de poder econômico na eleição de 2018. Documentos entregues pelo MP Eleitoral ao TSE apontam que ele estaria fez triangulações com doações de empresas, utilizando seu filho, Marcelo Piccini Geller, como “laranja”, a fim de arrecadar recursos para sua própria campanha. A doação por parte de empresas é proibida.

Além dessa prática ilegal, Geller também foi julgado por realizar doações no montante de R$ 1,3 milhão, que beneficiaram 11 candidatos à época.

Candidatura

Apesar de inelegível, Neri Geller recebeu a permissão da Justiça Eleitoral para continuar sua campanha, mas suspendeu o uso do dinheiro do fundo eleitoral e do fundo partidário.

A Justiça também o autorizou a continuar utilizando o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica.

Segundo Cyrineu, a inelegibilidade de Neri – que é consequência da cassação de seu mandato pelo TSE – ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.

“Uma coisa é a cassação relacionada ao processo de 2018. Isso gera a inelegibilidade dele. Só que para essa inelegibilidade ser reconhecida, tem que ser julgada a inelegibilidade dele de 2022”, explicou. 

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Neste julgamento, Cyrineu destacou que Neri terá direito à ampla defesa e, em caso de negativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele poderá recorrer ao TSE.

Uma eventual tramitação lenta do processo poderia fazer com que o julgamento da inelegibilidade ocorra depois da eleição e, até, mesmo de uma eventual posse de Neri.

“Mesmo impugnado, ele está autorizado a praticar os atos de campanha até o trânsito em julgado (fim do processo) do registro de candidatura. Então, ele poderia recorrer ao TSE, e só depois de transitado em julgado, ele seria impedido de fazer a campanha. Mas até lá já acabou o período eleitoral”, afirmou Cyrneu.

Segundo informações de bastidores, Neri também ingressou com um recurso (mandado de segurança) no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da condenação pelo TSE. “Esse recurso não reverte a sentença, mas suspende a eficácia”, explicou Cyrineu.

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A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva

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Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.

Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.

A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.

“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”

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Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.

Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.

A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.

“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.

Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.

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Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.

Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.

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