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Arena Pantanal vai ser sede da Copa do Mundo Feminina de 2027

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A Arena Pantanal, em Cuiabá, vai receber jogos da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027. O estádio, gerido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), foi indicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na candidatura do Brasil para concorrer como sede da competição. O resultado foi divulgado na madrugada desta sexta-feira (17.05), durante congresso da Fifa em Bangkok, na Tailândia.

“Estamos muito felizes com essa escolha, pois é o resultado de um trabalho de uma equipe incrível e de uma estrutura de Governo sensacional, que nos dá todo o apoio. São mais de cinco anos de trabalho para deixar os nossos equipamentos esportivos e as nossas estruturas prontas e em condições de receber grandes eventos dessa forma. Mato Grosso, mais uma vez, marca a história do esporte em nosso país”, ressaltou o secretário da Secel-MT, Jefferson Carvalho Neves.

Esta será a primeira vez que a Copa do Mundo Feminina de Futebol será disputada na América do Sul. O Brasil já havia recebido duas copas masculinas, em 1950 e em 2014, sendo que, em 2014, a Arena Pantanal também foi subsede da competição masculina.

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Em setembro do ano passado, a coordenadora-geral da candidatura do Brasil para a competição, Jacqueline Barros, afirmou que Cuiabá estava apta para receber os jogos da competição esportiva. “Escolhemos Cuiabá por já ter essa experiência na Copa do Mundo de 2014 e ter toda a estrutura necessária”, relatou Jacqueline.

Ela ressaltou, ainda, que a escolha é fruto dos investimentos que vêm sendo feitos pelo Governo do Estado na Arena Pantanal. “Tem estádio pronto, infraestrutura, rede hoteleira, centro de treinamento. E outra, é um local acolhedor, né? Aqui temos um povo acolhedor que sabe receber bem os turistas, o público, os torcedores”, pontuou a representante da CBF.

Na votação desta sexta-feira, o Brasil venceu por um placar de 119 votos a 78 para Bélgica, Alemanha e Holanda. Os países europeus haviam apresentado uma candidatura conjunta que concorria com a proposta brasileira. Já os Estados Unidos e o México haviam desistido da disputa em abril.

Grandes competições

Investimentos e trabalhos contínuos do Governo de Mato Grosso na Arena Pantanal tornaram o estádio palco da elite do futebol e de variados eventos, possibilitando o fortalecimento de clubes mato-grossenses e impactando positivamente a economia local e o lazer oferecido à população.

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Mantida pela Secel, a Arena recebeu importantes competições ao longo dos últimos anos, dentre elas a Copa América, Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, Copa Sul-Americana, Supercopa do Brasil e jogos da série A do Brasileirão.

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CNJ notifica desembargadora do TJMT para prestar esclarecimentos em reclamação disciplinar

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.

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No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.

Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.

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