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Associação pede apoio, divulga tropeirismo e a 4ª Cavalgada

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A Associação Cultural da Comitiva “As Patroas de Mato Grosso” vai realizar a 4ª Cavalgada das Patroas de Mato Grosso, no próximo domingo (09.07), no Rancho Baitaca, no Cinturão Verde, em Cuiabá. A diretoria da entidade esteve na Câmara Municipal de Cuiabá para falar sobre o evento e divulgar os trabalhos realizados. O convite partiu do vereador Dídimo Vovô (PSB).
Criada em 21 de março de 2019, a Comitiva As Patroas de Mato Grosso nasceu com o intuito de reunir mulheres do agro e da roça para mostrar a cultura da cavalgada e do tropeirismo. Atualmente são 94 mulheres que fazem parte da associação.
O evento, no dia 09 de julho, será às 8 horas no Rancho Baitaca e com retorno ao meio-dia. Serão realizados shows e haverá uma praça de alimentação e estandes do agro mostrando como é a vida no campo.
“Temos um projeto de empoderar e trabalhar com as mulheres em situação de vulnerabilidade, mães solteiras, crianças especiais. Nossa intenção é trazer essas mulheres para um espaço e ajudá-las a vencer a depressão a partir de terapia com os animais, aprender a montar um cavalo, a participar de cavalgadas, fazer com que elas se sintam empoderadas”, disse a presidente da Associação Cultural da Comitiva “As Patroas de Mato Grosso”, Ionice Feliciano Ribeiro.
Para 2024, a vice-presidente da Comitiva “As Patroas”, Cristiane Haro, destacou que busca conseguir emendas e apoio para montar um centro de equoterapia.
“O projeto é sem fins lucrativos. Queremos mostrar a essas mulheres em situação de vulnerabilidade que elas não estão sozinhas. O campo, o animal de sela são formas da pessoa se curar e se libertar. Nossa intenção é dar acesso, dar base e reunindo todos numa sede própria”, comentou Cristiane, que é proprietária do Rancho Baitaca, que também é sede da comitiva.
O vereador Dídimo Vovô agradeceu a toda diretoria da comitiva pelo trabalho desenvolvido desde 2019.
“Há quatro anos elas estão nessa labuta levando o que é de importante para a população que é o tropeirismo. Muitas mulheres e crianças desconhecem o contato com os animais e essa raiz que elas querem passar”, disse o parlamentar.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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