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Atividades turísticas geram mais de 3 mil empregos em Mato Grosso

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O turismo mato-grossense vem se recuperando após a pandemia da covid-19. Em 2021, as Atividades Características do Turismo (ACTs) geraram 3.069 empregos, conforme dados do Boletim do Turismo de Mato Grosso, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT).

O setor de alimentação foi a principal atividade em criação de postos de trabalho, com 1.873 ocupações, seguida pelos serviços de alojamento com 688 novos empregados, transporte terrestre com 195 empregos gerados e aluguel de transporte com 133 novos postos.

O destaque em geração de empregos em Mato Grosso foi Cuiabá que registrou 970 empregos em 2021, seguida por Sinop com 295 e Rondonópolis, com 261 vagas de empregos preenchidas.

O Boletim do Turismo de Mato Grosso apresenta uma análise de dados sobre o setor turístico do Estado com o objetivo de fomentar políticas públicas que possam fortalecer o seu desenvolvimento. O documento foi produzido pela Coordenadoria de Pesquisa e Planejamento do Turismo e Observatório de Desenvolvimento da Sedec.

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O boletim aponta que, em 2021, também foi registrado aumento da concessão de crédito às empresas do trade de turismo, por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), fundo ligado ao Ministério do Turismo e operado no Estado pela Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT). No ano passado foram financiados R$ 13,3 milhões, enquanto que em 2020, o valor foi de R$ 5,9 milhões e em 2019, R$ 2,8 milhões. Um acréscimo de 127% entre os anos de 2020 e 2021 e 378%, ao ser comparado 2021 e 2019.

Do total financiado no ano passado, 122 empresas do setor de turismo foram contempladas, o maior volume de operações foi para os serviços de alojamento (R$ 3,7 milhões), alimentação (R$ 3,6 milhões), agências e operadoras de turismo (R$ 2,7 milhões), transportadora turística (R$ 1,6 milhão) e organizadoras de eventos (R$ 1,1 milhão).

O número de empregos criados e a procura por financiamentos demonstra o restabelecimento do setor, de acordo com o secretário Adjunto de Turismo, Jefferson Moreno.

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“A geração de milhares de empregos e a busca por linhas de crédito para investimento nos negócios turísticos mostram a evolução do setor no pós-pandemia. Essas ações por parte do empresariado do turismo mato-grossense demonstram a confiança no apoio do governo do Estado, que tem investido milhões para atrair os visitantes para Mato Grosso e alavancar o turismo regional”, completa Moreno.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, destaca que a evolução do setor é fruto das ações políticas executadas pelo Estado.

“O Governo tem implementado políticas públicas no Estado que tem impactado significativamente o turismo de Mato Grosso. E o resultado é esse, a abertura de novos postos de emprego, o fortalecimento da economia e a melhoria financeira do setor que tem buscado recursos públicos para ampliar suas atividades”, frisa o gestor. 

Para acessar todas as informações sobre o boletim, clique AQUI.

Fonte: GOV MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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