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AVALIADORES DA UNESCO SEGUEM VISITANDO RIQUEZAS GEOLÓGICAS DE CHAPADA DOS GUIMARÃES

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Avaliadores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) continuam em Chapada dos Guimarães fazendo um relatório que visa o reconhecimento do município como um Geoparque Global.

Desde o dia 09 de junho a comissão de pesquisadores e autoridades locais estão visitando diversos atrativos do município. Eles também participam das programações culturais, reuniões temáticas, dentre outras atividades.

Os locais que já receberam a visita dos avaliadores foram a Caverna Aroe Jari, Cidade de Pedra, Geossítio Dinossauros Morro do Cambambe, Parque Nacional, Museu do Santuário de Sant’Ana, entre outros. As visitas seguem até esta quarta-feira (14).

Helga Irina Chulepin Molina, do Uruguai, integra a equipe de avaliadores, e é geóloga e especialista técnica do dossiê de candidatura e do processo de auditoria. Ela explica que após a produção do relatório sobre o que está sendo feito no território de Chapada dos Guimarães, os documentos serão submetidos ao Conselho Global de Geoparques Mundiais da Unesco, composta por doze membros, representantes de todo o mundo, e que são especialistas em geoparques.

“Caso Chapada dos Guimarães seja aprovada pelo Conselho, a cidade receberá um título a reconhecendo como um patrimônio geológico que apresenta extraordinária relevância em diversidade biológica e cultural para o mundo, reconhecimento que deverá ser revalidado a cada quatros anos”, explicou Helga.

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O secretário municipal de Planejamento, Aislan Galvão, esclarece que o projeto do Geoparque começou a ser construído há 12 anos, e que o resultado da avaliação deverá ser apresentado até dezembro deste ano. E caso o município seja reconhecido, o título deverá ser concedido já em 2024.

O secretário adjunto de Estado de Turismo, Felipe Wellaton, que também acompanha a comitiva nos mais diversos atrativos de Chapada dos Guimarães, destaca que o reconhecimento corrobora para que a cidade possa receber mais investimentos para  a preservação e a sustentabilidade.

“A gente sabe da importância da riqueza geológica que Chapada dos Guimarães tem.  Sendo um patrimônio natural reconhecido, a gente vai trazer mais preservação, sustentabilidade, educação, trazer pertencimento para esse território, e para o mato-grossense. Tenho certeza, que temos potencial para ser um dos melhores geoparques do mundo”, disse o secretário.

Para o geólogo, professor da UFMT, Caiubi Kuhn, Chapada dos Guimarães se enquadra em todos os requisitos para se tornar um Geoparque. Sua diversificada oferta turística e seu patrimônio natural e cultural propiciam uma vocação para o segmento de turismo de natureza, ecoturismo e turismo de experiência.

“Durante o processo de avaliação estamos mostrando tudo que é feito em Chapada, e os principais pontos que fazem com que o município tenha sua candidatura fortalecida para um geoparque Unesco. Estamos visitando unidades geológicas diferentes, comunidades, conversando com pessoas, mostrando que além de uma geologia excepcional temos um história e uma construção social que também são fantásticos”, disse o pesquisador.

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O prefeito Osmar Froner relata que, como gestor, esse patrimônio geológico, paleontológico, ambiental, cultural, destaca o  município e desperta para o incremento do fluxo de visitantes a Chapada dos Guimarães, fortalecendo toda a cadeia do turismo.

“O município está fazendo a parte de investir no Centro de Interpretação do Geoparque que ocupará de forma integrada o Centro de Atendimento ao Turista – CAT, recebendo reforma da estrutura e implantação de réplicas do dinossauro chapadense, sendo um externo completo e outro interno com o esqueleto. Esperamos ser reconhecidos pela Unesco, pois a diversidade e grandeza do Geoparque de Chapada dos Guimarães localizado no Centro-Oeste, na divisa do Portal Amazônico, poderá contribuir muito na preservação ambiental, nos estudos científicos, na valorização do patrimônio de terceiros, nas oportunidades de exploração turística, na disponibilidade desse imenso patrimônio para a humanidade”, argumentou Osmar.

CHAPADA DOS GUIMARÃES
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Sanidade, mercado e competitividade marcam Encontro Regional da Suinocultura no Show Safra 

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) promoveu, durante a programação do Show Safra, em Lucas do Rio Verde, mais uma edição do Encontro Regional da Suinocultura, reunindo produtores, técnicos, pesquisadores e lideranças do setor para discutir temas estratégicos para o fortalecimento da atividade no estado.

O evento contou com palestras técnicas e análises de mercado, abordando desafios sanitários, eficiência produtiva e perspectivas econômicas para a suinocultura brasileira.

Entre os destaques da programação, a especialista Tatiane Fiuza apresentou a palestra “Salmonella: do campo à mesa”, reforçando a importância do controle sanitário ao longo de toda a cadeia produtiva. Segundo ela, a adoção de medidas preventivas desde a granja é fundamental para reduzir perdas econômicas e garantir a qualidade do alimento que chega ao consumidor.

“A cadeia precisa ser controlada desde o início da produção para minimizar riscos e garantir um alimento seguro. Além de impactar a produtividade, doenças como a salmonelose geram perdas econômicas importantes dentro da granja, afetando ganho de peso, conversão alimentar e aumentando a mortalidade”, destacou.

Outro tema relevante foi abordado pelo especialista Pedro Filsner, que tratou da importância do diagnóstico no controle do circovírus (PCV2) e de outras enfermidades que impactam o desempenho dos animais. Segundo ele, identificar precocemente os agentes sanitários permite decisões mais assertivas no manejo e contribui para reduzir prejuízos ao produtor.

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“O circovírus causa perdas importantes, muitas vezes de forma silenciosa, impactando diretamente no ganho de peso diário e na conversão alimentar, que são indicadores fundamentais para a rentabilidade da atividade”, explicou.

A programação também trouxe uma análise econômica com o consultor Fernando Iglesias, que apresentou as tendências macroeconômicas para a suinocultura em 2026. De acordo com ele, apesar dos desafios relacionados aos custos de produção e ao cenário geopolítico, o setor deve manter um desempenho positivo, impulsionado principalmente pela diversificação dos mercados de exportação.

“A suinocultura brasileira tem ampliado sua presença internacional e hoje conta com uma base mais diversificada de compradores, o que fortalece o setor e reduz a dependência de poucos mercados”, avaliou.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, parabenizou a associação pelo nível técnico do evento e destacou que a suinocultura está diretamente ligada ao desenvolvimento do município.

“A suinocultura foi um dos primeiros passos do processo de diversificação da nossa economia. Ainda no início dos anos 90, vivíamos um forte crescimento da produção de milho e surgiu a necessidade de ampliar o consumo e agregar valor à essa produção. Foi a partir desse movimento que começamos a transformar proteína vegetal em proteína animal, criando oportunidades de renda, emprego e desenvolvimento. A suinocultura representa muito para a economia regional e ainda possui um espaço enorme para crescer, especialmente neste momento mais desafiador do agronegócio”, pontuou.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destacou a participação expressiva dos produtores e a qualidade dos debates promovidos durante o encontro, que reuniu cerca de 100 participantes em busca de atualização técnica e troca de experiências. “As palestras trouxeram temas atuais e relevantes, desde questões sanitárias até o cenário de mercado e geopolítica. Esse conhecimento é essencial para que o produtor possa melhorar a eficiência dentro da granja e evitar perdas produtivas”, ressaltou.

A realização do Encontro Regional da Suinocultura dentro do Show Safra reforça a importância da feira como espaço de difusão de conhecimento e fortalecimento do agronegócio mato-grossense. O evento contou ainda com a presença de autoridades locais, que destacaram o papel estratégico da atividade para a economia regional.

Para a Acrismat, iniciativas como essa contribuem para a evolução técnica do setor e para a construção de uma suinocultura cada vez mais competitiva, sustentável e alinhada às exigências do mercado consumidor.

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