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Batalhão Ambiental treina policiais militares para policiamento nos rios de Mato Grosso

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O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) realizou uma capacitação de Instrução de Nivelamento do Conhecimento Fluvial, para policiais militares da unidade. O treinamento tem como base o aperfeiçoamento de técnicas para o policiamento e abordagem nos rios mato-grossenses.

As instruções de nivelamento foram realizadas entre segunda e quinta-feira (13 a 16.06). O comandante do Batalhão Ambiental, tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, destaca que o BPMPA é a unidade pioneira, em Mato Grosso, a desenvolver o patrulhamento fluvial, que é o processo de policiamento com o emprego de embarcações em rios, lagos, canais e reservatórios de água.

“Mato Grosso possui uma rica malha de rios, compreendendo três grandes e importantes bacias hidrográficas, justificando, portanto, a preparação e treinamento para proporcionar aos policiais militares do Batalhão Ambiental os conhecimentos necessários para uma atuação segura e exitosa, tanto na fiscalização ambiental, quanto na prevenção a crimes praticados no ambiente aquático”, ressalta.

No primeiro dia os policiais militares receberam instruções de técnicas individuais e noções de funcionamento e manutenção de motores de popa. 

Na terça-feira (14), foram ministradas instruções de nós e amarrações, natação utilitária, noções de funcionamento e manutenção de armamento, e técnicas de abordagem a embarcações.

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Na quarta-feira (15), as instruções aconteceram no Rio Cuiabá, no município de Santo Antônio de Leverger-MT, onde os policiais do Batalhão Ambiental tiveram a prática na condução de barcos, prática de abordagem a embarcações e desenvolvimento de Técnicas de Ações Imediatas (TAI), estando embarcados. 

E na quinta-feira (16), no último dia de instrução, os policiais militares do BPMPA finalizaram a capacitação com a realização da prática do tiro embarcado.

O tenente-coronel Fagner ainda pontua que “a Instrução de Nivelamento do Conhecimento Fluvial vem com uma visão de vanguarda em relação à temática ambiental de proteção aos recursos hídricos, fauna e flora em geral, pontualmente com o aprimoramento de técnicas de policiamento embarcado, advindas da qualificação de policiais do BPMPA”.

Além do Rio Cuiabá, as capacitações de nivelamento também foram realizadas na sede do Batalhão Ambiental, em Várzea Grande, e na Lagoa Trevisan, na Capital. As instruções foram ministradas pelo próprio efetivo da unidade, advindas da qualificação de policiais do BPMPA, que participaram de cursos operacionais em vários Estados, como por exemplo, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Roraima, Pará e Espírito Santo.

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Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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