MATO GROSSO
“Boa infraestrutura muda a realidade e melhora a vida das pessoas”, destaca secretário
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“Mato Grosso é o Estado que mais cresce no país. Cada rodovia que asfaltamos, em pouco tempo se transforma em uma nova fronteira para nossa produção. Não se trata apenas de asfaltar rodovias. É preciso integrar os modais, auxiliar no crescimento do Estado e no bem-estar da população, oferecendo uma infraestrutura de qualidade”, observou.
Marcelo também destacou que a Sinfra tem a missão de concluir a implantação de 5.500 quilômetros de asfalto novo até o final da gestão, em 2026, e comentou sobre as importantes obras realizadas na Capital.
Confira a entrevista na íntegra:
Secom – Secretário, a atual gestão do Governo ficou conhecida por ter feito 2,5 mil quilômetros de asfalto no primeiro mandato e iniciou o novo mandato com o desafio de superar essa marca e chegar a um total de 5.500 km até 2026. Quantos quilômetros já foram asfaltados em 2023 e por que é importante que o Governo tenha o asfaltamento como uma de suas metas?
Marcelo – Neste ano vamos fechar com mais 950 quilômetros asfaltados, chegando a 3.455 km em cinco anos. Temos mais 970 km em execução e 923 km que vão entrar em processo de licitação. Estamos no caminho para superar essa meta de 5.500 km. É importante investir em asfalto porque todos os cidadãos têm direito de transitar por rodovias em boa qualidade, de realizar seus deslocamentos com tranquilidade. A boa infraestrutura muda a realidade e melhora a vida das pessoas, por isso as estradas são importantes para todos. Elas são utilizadas pelo estudante que vai para a escola, pelo paciente que precisa ir fazer um tratamento médico, pelo agricultor que precisa escoar sua produção, pelo turista que está em lazer, mas principalmente, por todo o cidadão que tem garantido o seu direito de ir e vir.
Secom – Em 2019 eram 38 municípios do Estado que não tinham nenhum tipo de acesso por rodovia pavimentada. Atualmente, quantas dessas cidades a Sinfra já conseguiu interligar por ruas asfaltadas?
Marcelo – Nós finalizamos as obras em 18 desses municípios e outros oito têm obras já em andamento, como é o caso de Paranaíta, Gaúcha do Norte e os municípios que vão ser ligados pela antiga BR-174. É importante lembrar que temos 12 municípios no Norte Araguaia que dependem das obras do Governo Federal para finalizar a BR-158. Mesmo assim, também tomamos medidas para melhorar o acesso desses municípios com a MT-322 ligando Bom Jesus do Araguaia diretamente a BR-158.
Secom – O senhor já atuou na Prefeitura de Cuiabá quando, à época, o governador Mauro Mendes era prefeito, e agora, como secretário de Estado, continua realizando diversas obras na Capital. Para o senhor, qual é a principal melhoria que o Estado leva aos cuiabanos?
Marcelo – Na infraestrutura nós podemos destacar os investimentos em mobilidade, com o Sistema BRT, a nova ponte no Parque Atalaia, a Avenida Parque do Barbado. Também teremos dois grandes hospitais na Capital, um deles construído pela Sinfra, que é o novo Hospital Universitário Júlio Müller. Assim como o Hospital Central, são duas obras que estavam paradas há décadas, que envergonhavam a população, mas que em breve serão entregues. Serão os dois maiores hospitais de Mato Grosso, um feito enorme pelo governador Mauro Mendes.![]()
Secom – Ainda em Cuiabá, a Sinfra ficou com a missão de terminar as obras da Copa do Mundo de 2014 e teve que consertar algumas que foram mal feitas. Atualmente, como está o andamento desses trabalhos?
Marcelo – São oito obras que estavam paralisadas quando nós assumimos a gestão, mais de quatro anos depois da Copa do Mundo. Desde o primeiro dia tomamos medidas para solucionar esses problemas e todas as obras já tiveram um andamento. A Avenida Parque do Barbado, o COT da UFMT, a Trincheira Jurumirim e o Complexo Viário do Tijucal já foram entregues. A Avenida Archimedes Pereira Lima e o Hospital Universitário estão com obras bem avançadas. Também chegamos a uma solução para o transporte com o Sistema BRT e a última retomada foi o COT do Pari, que será transformado em um Centro de Treinamento para as forças de segurança.
Secom – Já no interior do Estado, a Sinfra executa, entre tantas ações, um programa de implantação de pontes de concreto para auxiliar na logística, com meta de entregar 273 pontes até 2026. Qual é o impacto dessas pontes para essa população do interior?
Marcelo – Eu sempre digo que as pontes de madeira e balsas são um obstáculo para o desenvolvimento regional. Pontes de madeira têm um limite de peso, então não é qualquer caminhão que pode passar por elas. Elas também precisam ser constantemente reformadas e nem sempre é fácil encontrar as toras de madeira do tamanho necessário para essa manutenção. Portanto, quando você elimina uma ponte de madeira, você também preserva o meio ambiente, árvores deixam de ser cortadas para fazer essa manutenção.
Já as balsas geram longas filas de espera, um atraso enorme para todos. A ponte muda essa realidade. É só ver a ponte que construímos sobre o Rio das Mortes, como mudou a vida das pessoas em Cocalinho. A ponte sobre o Rio Juruena, com 1.360 metros, vai fazer muita diferença para todo o norte e noroeste de Mato Grosso, vai permitir uma ligação entre regiões que antes estavam isoladas.
Secom – Outro programa da Sinfra é o MT Iluminado, por meio do qual o Estado entrega lâmpadas de LED para os municípios mato-grossenses. Qual é o principal benefício da LED para os municípios?
Marcelo – As luminárias de LED são mais eficientes, econômicas e duráveis do que as de vapor de sódio. São um grande ganho para a administração pública. Esse é um ponto. Mas o principal é o bem estar da população. Já são mais de 200 mil luminárias instaladas no Estado e a diferença que elas fazem para o conforto, para a segurança de toda a população é perceptível. Em todos os municípios que eu vou os prefeitos relatam o impacto que a iluminação de LED trouxe para as pessoas que vivem nessas cidades.![]()
Secom – O Governo do Estado autorizou, nesta gestão, a primeira ferrovia estadual, que já está sob concessão da Rumo Logística. Como esse novo modal vai impulsionar o desenvolvimento de Mato Grosso?
Marcelo – Hoje nós temos o maior rebanho bovino, somos os maiores produtores de grãos, de etanol de milho e vamos continuar crescendo. Apenas as rodovias não vão dar conta de transportar toda essa nossa produção. A ferrovia vai melhorar a logística de regiões produtoras, nos ligando diretamente até o Porto de Santos. Os caminhões não vão mais precisar percorrer longos trechos pelas estradas, o que diminui o trânsito, barateia o frete e ainda melhora a segurança nas estradas. Há ainda o aspecto da geração de emprego, renda e o desenvolvimento dos municípios, em especial os que estão na margem do traçado. Mas eu não posso deixar de dizer, como cuiabano, que a capital é o maior mercado consumidor do Estado e que a chegada dos trilhos em Cuiabá é esperada há mais de 100 anos. Essa é uma vitória do Governo do Estado, do trabalho realizado pelo governador Mauro Mendes, que veio para revolucionar Mato Grosso.
Secom – O BRT é assunto que está na alçada da Sinfra e que ainda gera dúvidas na população. Como está o andamento da obra e quando a população poderá ver o modal em funcionamento?
Marcelo – Quando falamos em BRT, temos que entender que ele não é só um veículo articulado. É um sistema de transporte com diversas características que garantem viagens mais rápidas para os passageiros. Serão utilizados veículos elétricos, com piso baixo, ou seja, sem degraus nas portas, o que garante embarques mais rápidos e facilitam a acessibilidade. Ainda sobre os embarques, nas maiores estações as passagens são validadas antes de entrar nos carros, o que diminui as filas. Os veículos usam uma faixa de circulação para eles, o que possibilita o transporte sempre com fluxo livre, sem congestionamento. Mas não é só isso. Há um sistema de inteligência, comunicação e monitoramento, que garante informações aos passageiros, com avisos sonoros nas estações e dentro dos carros. Enfim, uma série de elementos que compõem esse Sistema. Quanto às obras, no momento está sendo finalizada a concretagem das pistas nas Avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande.
Secom – Quais os principais desafios da Sinfra para os próximos anos?
Marcelo – O desafio da Sinfra é conseguir acompanhar o desenvolvimento de Mato Grosso e, mais do que isso, ser protagonista deste desenvolvimento. Somos o Estado que mais cresce no país. Cada rodovia que asfaltamos, em pouco tempo se transforma em uma nova fronteira para a produção. Por isso eu sempre destaco o trabalho realizado pela equipe de planejamento da Sinfra. Porque não se trata apenas de asfaltar rodovias, ou construir pontes. É preciso integrar todos os modais, o rodoviário, o ferroviário e o aeroviário, criar novas rotas, auxiliar no crescimento do Estado e no bem-estar da população, oferecendo uma infraestrutura de qualidade.
Fonte: Governo MT – MT
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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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