MATO GROSSO
Câmara de VG tem orçamento maior que Secretaria de Meio Ambiente e de Assistência Social
MATO GROSSO
A Câmara Municipal de Várzea Grande conta com um planejamento de R$ 24.410.000,00 em despesas para 2022. Os dados são do Portal da Transparência e mostram que o número é maior, por exemplo, que o orçamento da Secretaria de Meio Ambiente e também da secretaria de Assistência Social.
Os valores constaram na Lei Orçamentária Anual (LOA), enviada pelo Executivo Municipal e votada pela Câmara de Vereadores. No total, em 2022 valor da receita aumentou 24% se comparado ao orçamento de R$ 928.484.684,00 milhões aprovado para este ano de 2021. Para 2022, a previsão é de R$ 1.188.648.749,00 bilhão.
O maior orçamento, no valor de R$ 287.415.310,00 milhões, ficará com a Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte Lazer. O segundo maior orçamento será para a Secretaria de Saúde no valor de R$ 219.273.001,00 milhões; e a terceira para Secretaria Municipal de Viação e Obras ficou no montante de R$ 220.371.800,00 milhões.
Veja os valores por secretaria:
Secretaria de Planejamento R$ 1.474.970,00
Secretaria de Saúde R$ 219.273.001,00
Secretaria de Viação e Obras R$ 219.296.800,00
Secretaria de Governo R$ 1.330.000,00
Secretaria de Gestão Fazendária R$ 17.010.000,00
Secretaria de Defesa Social R$ 17.330.570,00
Secretaria de Comunicação Social R$ 6.600.000,00
Secretaria de Assuntos Estratégicos R$ 996.000,00
Secretaria de Administração R$ 23.312.758,00
Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer R$ 287.490.310,00
Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana R$ 74.020.412,00
Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo R$ 4.210.000,00
Secretaria de Assistência Social R$ 20.947.240,00
Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável R$ 5.193.000,00
Reserva de Contingência R$ 1.200.000,00
Procuradoria Municipal R$ 5.545.000,00
Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Várzea Grande R$ 63.852.336,00
Gabinete do Vice-prefeito R$ 455.000,00
Gabinete do Prefeito R$ 1.700.000,00
Encargos Gerais do Município R$ 48.100.000,00
Departamento de Água e Esgoto R$ 66.013.892,00
Câmara Municipal de Várzea Grande R$ 24.410.000,00
Controladoria Geral do Município R$ 1.853.000,00
FONTE/ REPOST:ISABELA MERCURI- OLHAR DIRETO
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.