MATO GROSSO
Casa de Semiliberdade recebe bicicletas para adolescentes cumprirem medidas socioeducativas
MATO GROSSO
A Casa de Semiliberdade de Lucas do Rio Verde (380 km de Cuiabá) recebeu a doação de duas bicicletas Mormaii, com aro 26 e 18 marchas, da Cooperativa de Crédito Sicredi Ouro Verde-MT, para atender às necessidades dos internos que precisam de um meio de transporte para cumprirem suas rotinas fora da unidade.
De acordo com a gestora da unidade, Natiele Taís Kuhn, as bicicletas devem facilitar o dia a dia dos internos da unidade, uma vez que os adolescentes devem cumprir normalmente com suas obrigações escolares e trabalhistas.
“No contexto da Casa de Semiliberdade, os adolescentes têm acesso a rede pública de ensino. Então eles precisam de um meio de transporte para se locomover até as escolas, participar de curso profissionalizante e projetos culturais”, pontuou.
A doação ocorreu por intermédio da vereadora Sandra Barzotto, de Lucas do Rio Verde, junto a Cooperativa de Crédito Sicredi. A gestora da unidade também tenta intermediar com outras instituições a doação de mais bicicletas, para que todos os adolescentes internos possam ter a estrutura necessária para cumprimento de suas medidas socioeducativas.
O gerente da agência de Lucas do Rio Verde, Cesar Vaccari, lembrou que a parceria veio de encontro com a missão da cooperativa de crédito, que busca sempre estar inserida na sociedade. “O Sicredi sempre apoia as boas práticas da comunidade e essa doação atendeu a nossa missão que é uma causa nobre e estava dentro do orçamento da agência”, disse.
A unidade é a primeira Casa de Semiliberdade de Mato Grosso e foi inaugurada em março deste ano, com capacidade para atender até 17 adolescentes em conflito com a lei. O abrigo é fruto de uma parceria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a prefeitura de Lucas do Rio Verde, que investiu R$ 160 mil na reforma do antigo Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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