MATO GROSSO
Cerimônia do Prêmio Sabino Albertão terá presença de atletas que competiram nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Paris
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Dentre os participantes confirmados estão a canoísta Ana Sátila e os medalhistas paralímpicos de judô, Arthur Silva e Érika Zoaga.
A cerimônia de entrega do Prêmio Sabino Albertão, que acontece na próxima terça-feira (17.12), contará com a presença de atletas de Mato Grosso que competiram nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Paris 2024. Em sua 3ª edição, a premiação tem como tema “Heróis Olímpicos” para celebrar os nove esportistas do Estado convocados nas duas maiores competições do planeta.
Dentre os participantes confirmados estão a canoísta Ana Sátila e os medalhistas paralímpicos de judô, Arthur Silva e Érika Zoaga. A atleta de canoagem é uma das indicadas ao prêmio Atleta do Ano e os judocas são homenageados especiais com o “Hall da Fama” da premiação.
Ana Sátila cresceu em Primavera do Leste (a 235 km de Cuiabá), município em que começou a remar ainda na infância. Principal nome da Canoagem Slalom no Brasil, a atleta viralizou nas Olimpíadas pela extensa quantidade de competições, chegando a participar de 15 provas em 10 dias.
Arthur Silva e Érika Zoaga conquistaram as medalhas de ouro e prata, respectivamente, nas Paralimpíadas 2024, competindo na classe J1 (atletas cegos) do judô. Em Mato Grosso, Arthur representa o Instituto dos Cegos (Icemat) e Érika, a Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV). Os dois são bolsistas do programa OlimpusMT do Governo de Mato Grosso.
Sobre a premiação
O Prêmio Sabino Albertão é promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) para homenagear os destaques esportivos do ano em Mato Grosso. A realização é do Instituto Técnico de Educação, Esporte e Cidadania (Iteec Brasil) e produção da Bemtivi Academia de Arte.
Durante a cerimônia serão anunciados os vencedores de cada uma das 11 categorias esportivas do Prêmio. Confira os indicados aqui.
Além da premiação, haverá ainda a entrega do troféu “Amigo do Esporte” a pessoas que contribuíram para o fortalecimento do setor no Estado. Neste ano, os homenageados são a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o prefeito de Sorriso, Ari Lafin.
Participação da imprensa
Os veículos de imprensa interessados em cobrir a cerimônia do Prêmio Sabino Albertão, no dia 17 de dezembro, precisam confirmar presença com Daiane Ghizzi (DG Cerimonial), pelo telefone 65 99623 8284
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.