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CGE discute estratégias e inovações para ouvidoria pública do Estado

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Estão abertas as inscrições para o encontro de 20 Anos de Ouvidoria-Geral do Estado que será realizado no dia 8 de maio. Os interessados em participar têm até o próximo dia 03 para se inscrever. Além de comemorar as duas décadas, o evento discutirá a ouvidoria de forma estratégica e as melhores praticas de inovação na área, com especialistas de renome em nível nacional.

O evento também proporcionará uma importante reflexão sobre o papel desse instrumento de controle social nas instituições públicas, com destaque à sua contribuição para o fortalecimento da democracia, por meio da participação da sociedade. O encontro é voltado aos ouvidores e servidores da Rede de Ouvidoria do Poder Executivo Estadual, de outros poderes e esferas administrativas e ouvidores em geral.
 

Entre os palestrantes estão a ouvidora-geral do Governo do Distrito Federal, que falará sobre Inteligência Artificial e Governança de Serviços na Ouvidoria-Geral, Cecília Fonseca, e o superintendente de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Ruelli, que abordará o Uso Estratégico das Informações de Ouvidoria.

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Também participam do evento a presidente da Associação Brasileira de Ouvidores/ Ombusdsman, Adriana Alvim, que compartilhará com os presentes a temática Ouvidoria Estratégica, Guardiã do Diálogo Institucional, além do filósofo e servidor da CGE, Douglas Remonatto, que palestrará sobre Ética, Tecnologia e Ouvidoria.

As atividades de Ouvidoria, Transparência e Controle Social do Executivo Estadual são organizadas sob a forma de rede, coordenada pela Controladoria Geral do Estado por meio da Secretaria Adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência. Atualmente a rede conta com 38 ouvidorias setoriais e especializadas e mais de 80 servidores envolvidos na atividade.

O evento será realizado no auditório da CGE, das 08h30 às 17h30, com intervalo para almoço. Confira a programação completa e se inscreva AQUI.

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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